Acusado de matar policial militar com tiros nas costas em São Paulo é capturado na região

O desempregado Rafael dos Santos Correa, 21 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira na residência da irmã dele, no bairro Verde Parque, em Araçatuba, durante mega-operação envolvendo policiais militares da Corregedoria da PM da capital e policiais civis do 92º Distrito Policial, da zona sul da capital paulista. Ele é acusado de ser o autor dos tiros que mataram o policial militar soldado Fábio Júnior Lisboa, durante uma tentativa de assalto em um bar no dia 16 de julho.

Policiais da capital paulista vinham investigando o caso e descobriram que o autor havia fugido da capital para o interior e estaria escondido em Araçatuba, onde tem parentes. A reportagem apurou que o pai dele mora no conjunto habitacional Porto Real e a irmã no Verde Parque, onde foi capturado.

Apesar da investigação do caso estar no 92º DP, como envolve morte de policial militar, policiais que integram a Corregedoria também dão apoio nos trabalhos. A reportagem ainda apurou que para a operação, que foi desencadeada por volta das 8h, os policiais Civis e Militares vieram da capital e utilizaram até um drone para visualizar o imóvel onde o acusado estava escondido.

O equipamento para o monitoramento aéreo decolou da região da Marcílio Dias e sobrevoou a casa onde ele estava para reconhecimento, na rua João dos Santos Lima, no bairro Verde Parque. Posteriormente as equipes das Polícias Civil e Militar foram até a residência para cumprir um mandado de prisão expedida pelo Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária da Barra Funda, em São Paulo.

No momento da prisão, apesar da grande quantidade de policiais fortemente armados, ele tentou resistir e foi necessário uso de força física moderada para poder algemá-lo. Ele passou por exame no IML e após registro do boletim de ocorrência da captura, feito na Delegacia Seccional, ele foi conduzido para a carceragem do 101º Distrito Policial da capital, onde ficará preso aguardando vaga no sistema prisional. Toda a ação foi comunicada via ofício à delegacia Seccional de Araçatuba pelo delegado titular do 92º DP, Alfredo Pinto de Souza.

O LATROCÍNIO

O policial militar soldado Fábio Júnior Lisboa foi morto com dois tiros nas costas em um bar ao reagir a um assalto na noite do dia 16 de julho no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo.

O caso aconteceu por volta das 22h, quando quatro criminosos entraram no bar e abordaram os clientes quem estava no local. O policial, que estava na frente do estabelecimento, atirou contra os criminosos, que reagiram e também dispararam contra o PM.

Ele chegou a ser socorrido em um pronto-socorro do M’Boi Mirim, também na Zona Sul da capital paulista, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

CÂMERAS FLAGRARAM A AÇÃO

As câmeras de segurança do local flagraram todo o assalto. Nas imagens, é possível ver o balcão do estabelecimento e o momento em que um dos assaltantes se aproxima.

“Volta, malandro! Você tá de brincadeira? Vou fazer seu caixão lacrado. Seu *”, diz um dos criminosos.

Uma pessoa que estava saindo do banheiro, bem próximo de onde o assaltante estava, percebe o assalto e volta para dentro do local.

Neste momento, os criminosos começam a pedir carteiras, celulares e jóias dos clientes, que chegam a colocar as mãos para cima.

“Vai, tira, vira… Vai, todo mundo aí, tira o relógio. Vai, tira o cordão aí, vocês tudo (sic)”, grita um dos assaltantes.

Em seguida, o assaltante pega a carteira de um homem que estava no balcão, retira o que interessa e joga o resto no chão. Depois, manda funcionárias do bar se deitarem. “Pode deitar no chão vocês aí do bar”, diz.

Enquanto isso, outros ladrões abordam clientes nas mesas do lado de fora do bar. O PM, que também estava do lado de fora, executa os disparos e corre em direção aos criminosos que estavam no fundo do estabelecimento. Nesse momento, a gravação da câmera de segurança para e não mostra o instante em que o PM é baleado.

Os assaltantes conseguiram fugir levando celulares, dinheiro e relógios das vítimas.

FOTO E REPORTAGEM: Cedidas/Regional Press

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