Connect with us

Cidades

Ex-aluna de Agronomia da UniFAI é contratada por empresa dos Estados Unidos

Publicado

em

Concluir a graduação e, logo em seguida, entrar no emprego dos sonhos nos Estados Unidos é a meta de muita gente por aí. E esse sonho foi alcançado pela ex-aluna do curso de Agronomia do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI), Jaqueline Boni, que foi contratada por uma empresa norte-americana e está por lá desde fevereiro deste ano.

“Tudo começou quando dois amigos meus (que inclusive são ex-alunos da UniFAI também) vieram para os Estados Unidos fazer intercâmbio em 2018 (mas eles retornaram para o Brasil). Ali eu vi que seria possível. Então, conversei com eles e fui buscar informações sobre tudo que eu precisaria para tentar”, contou Jaqueline.

Ela se formou em Agronomia pela UniFAI em 2017 e o seu sonho sempre foi poder viajar para os Estados Unidos. “Mas eu via como um caminho muito distante da minha realidade, por questões financeiras mesmo, sempre achei que seria super caro”, relatou.

https://scontent.fbau1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/123137542_681433959474293_3620330549518763344_n.jpg?_nc_cat=100&ccb=2&_nc_sid=730e14&_nc_ohc=5FzDa7D_YMEAX_jlwLD&_nc_ht=scontent.fbau1-1.fna&oh=88e52c2c013bea0b2c98f5f0bcfd40d6&oe=5FE1F74E

Essa conquista, no entanto, não se deu da noite para o dia. Foi preciso muita preparação para estar apta à vaga. “Meu primeiro passo foi começar um curso de inglês. Eu já tinha feito antes, então tinha uma noção, mas não o suficiente para viajar para outro país. Depois, eu busquei pelas informações de que precisava através da CAEP [Communicating for Agriculture Education Program], que é uma empresa de intercâmbio agrícola, a mesma que meus amigos vieram. A CAEP tirou todas as minhas dúvidas sobre documentos, preços e ainda me ofereceu todo apoio necessário por todo período que eu estivesse fora e assim tem sido até hoje”, pontuou.

Depois disso, Jaqueline passou por um processo seletivo concorrendo com alunos e ex-alunos da área agrícola do mundo todo. Nesse processo seletivo são avaliadas as experiências profissionais da área escolhida e o nível de inglês. “Um mês depois da entrevista eu recebi um e-mail da CAEP falando que eu teria sido escolhida para trabalhar em uma Greenhouse. Eu quase morri de tanta emoção. Foi um misto de felicidade com medo”, lembrou.

A empresa norte-americana que a contratou se chama Bergens Nursery e fica na cidade de Park Rapids, no estado de Minnesota (região norte do país). Trata-se de uma empresa especializada em produção de flores em vasos. “De início, eu ficaria de fevereiro a setembro de 2020, porém, um mês antes de finalizar meu contrato, meu chefe perguntou se eu gostaria de continuar por mais tempo, assim eu poderia adquirir mais experiência e melhorar mais o meu nível de inglês. E é claro que eu aceitei [risos]”, revelou.

“Eu trabalho no viveiro, então aqui recebemos as mudas plantadas e fazemos todo o processo até que elas estejam prontas para venda”, descreveu. “As nossas atividades são bem complexas e seguem um ciclo: limpeza e desinfecção das estufas antes de receber os vasos, espaçamento entre vasos para garantir o crescimento correto das flores, identificação das flores (cada vaso precisa conter nome da flor e empresa que será destinada para venda), controle de pragas e doenças, aplicação de fertilizantes, controle de ervas daninhas, poda para remoção de plantas mortas, transplante, controle de qualidade e shipping (o shipping é o momento em que carregamos as flores para o caminhão para serem destinadas aos pontos de venda)”, elencou.

Segundo ela, todo esse processo é feito no decorrer do ano, de acordo com o crescimento das plantas. “Cada flor tem sua particularidade: umas de curto período, outras de período longo. Nesse momento estamos finalizando o shipping das Mum’s, que são as flores mais famosas aqui. A produção é grande e exige um cuidado todo especial. São praticamente quatro meses trabalhando só com elas. Após finalizado [o processo], damos início às flores de inverno e todo o processo se inicia novamente”, explicou.

Sobre o trabalho, Jaqueline advertiu que muitos estudantes decidem fazer intercâmbio pensando que estão embarcando em uma viagem de férias e, quando chegam, se surpreendem, porque não é bem assim. “Aqui trabalhamos pesado e o trabalho exige muito comprometimento, dedicação e, às vezes esforço físico, mas tudo vale a pena quando fazemos o que amamos”.

Após todos esses passos alcançados, Jaqueline reconhece a importância do aprendizado adquirido na graduação, a base do conhecimento que tem colocado em prática no seu dia a dia. “A UniFAI foi essencial no meu processo, pois através dela adquiri todo meu conhecimento técnico e me preparei para alcançar novas oportunidades”, observou.

“Casos como esses são a maior recompensa de todo o corpo docente, pois participamos, como docentes, de forma direta no processo de ensino-aprendizagem dos alunos. O objetivo do curso sempre será formar profissionais de excelência, aptos para o mercado de trabalho”, avaliou o coordenador do curso de Agronomia da UniFAI, Prof. Dr. Fabrício Rimoldi.

Para os próximos anos, os planos de Jaqueline são continuar no ramo, buscando por mais conhecimento tecnológico na área, além de começar o mestrado que foi o que a impulsionou a fazer o intercâmbio. “A experiência internacional é o degrau que eu precisava para chegar ao mestrado. Para mim, o segredo para alcançar o sucesso é fazer o seu melhor sempre, independentemente de onde você esteja, de onde trabalha, de quem é seu chefe, ofereça sempre o melhor de si”, salientou.

“E tem uma mensagem que eu gostaria de deixar: acredite no seu potencial e nunca desista dos seus sonhos. Por mais impossíveis que eles pareçam ser, a vida é curta e sonhos foram feitos para serem realizados. Tenha fé!”, concluiu Jaqueline Boni.

 

 

https://i2.wp.com/media.giphy.com/media/LppUFhC5MH32QWes4E/giphy.gif?w=740&ssl=1

Mais Lidas