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ARTIGO: Memórias de outrora: o telefone da esquina

AdamantinaNETPor AdamantinaNET4 de agosto de 20250
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“Cada ligação feita no orelhão carregava mais emoção do que todos os áudios de hoje juntos.”

“Antigamente, a gente conversava devagar. Hoje, responde rápido, mas ouve pouco.”

Nos últimos dias, entre uma conversa e outra, veio à tona o assunto “telefone”. E, claro, acabei lembrando de como fazíamos antes, só para ouvir a voz de quem estava distante.

Hoje, cada um carrega o próprio celular no bolso e, por incrível que pareça, a última coisa que a maioria faz com ele é… uma ligação. Virou tela de TV, mapa, GPS, banco, rede social, calendário, agenda, despertador… Enfim, tem de tudo e mais um pouco.

Mas houve um tempo em que o nosso “ritual” para conversar com alguém passava pela compra de algumas fichas e pela busca de um orelhão em alguma esquina.

Ele era laranja, com aquele formato de concha e o logo da TELESP, meio torto, como quem ouve demais. Ficava na praça, na frente do mercado ou ao lado da igreja. Parecia até que esperava alguém com as fichas no bolso e vontade de conversar.

Dependendo do dia e do horário, tinha fila. Tinha gente esperando com papel e caneta na mão, onde o número vinha anotado com a letra tremida. Tinha também quem já sabia o número de cor. E sempre havia aquele que falava alto demais, como se a distância entre cidades se medisse pelo volume da voz.

Eu mesmo fui muitas vezes! Levava aquelas fichas metálicas (e depois o cartão)… Às vezes, só a cara de pau de ligar a cobrar, e ouvir aquela frase conhecida: “Chamada a cobrar! Diga seu nome e a cidade de onde está falando!”

Nem sempre a pessoa do outro lado aceitava a ligação, mas era uma alternativa.

Uma das melhores sensações era ouvir o outro lado dizer:
“Alô?” Pronto… Ali se desenrolavam vários minutos ou até horas, dependendo das fichas e do horário. Por fim, a gente desligava com a sensação de missão cumprida.

Hoje, já nem vejo mais os orelhões por aí. Se bobear, viraram peça de museu ou objeto de antiquário. São quase “monumentos” de uma época em que a gente precisava sair de casa para poder falar com alguém. E, nesse sair, acabava encontrando também o mundo, ou não!

Não que o celular não tenha suas maravilhas. Tem sim! Mas ele nos tirou o intervalo, o ritual, o gesto. Tirou a espera e, com ela, parte da emoção. Porque agora a gente fala o tempo todo, mas ouve cada vez menos.

Outro dia, passei por um orelhão todo enferrujado no meio da escola onde trabalho. Ninguém mais para ali. Mas ele ainda está de pé, como quem ainda aguarda seu último “alô”. Olhei pra ele e tive vontade de ligar pra alguém. Não pra dizer nada urgente, só pra lembrar que ainda estou aqui. E que me lembro das coisas como um dia elas já foram.

Talvez seja mais ou menos isso que os orelhões queriam nos ensinar.
Mas eu acho que… a nossa ficha ainda não caiu!

 

Tiago Rafael dos Santos Alves

Professor / Historiador / Gestor Ambiental

Mestre pelo PPGG-MP – FCT/UNESP

Doutorando pelo PGAD – FCE/UNESP

 

 

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