
Em audiência ocorrida nesta semana na sede da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), na capital paulista, o prefeito Márcio Cardim ‘soltou o verbo’ e criticou a ausência de resposta aos pedidos feitos pela Prefeitura de Adamantina para manter o trevo de acesso ao bairro Lagoa Seca, localizado no cruzamento da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) com a Rodovia Plácido Rocha.
“Não chegam informação até nós. Estamos cansados de participar dessas audiências públicas. Nós queremos um trato entre Eixo, Artesp e Prefeitura”, declarou o chefe do executivo.

Desde o anúncio da necessidade de mudança do trevo para uma distância de 3 km para frente – sentido Flórida/Adamantina –, o Município tem buscado uma alternativa para não tirar o equipamento de tráfego do local e preservar o fácil acesso à população adamantinense.
“Temos um trevo lá (Lagoa Seca) faz 50 anos, que dá acesso a grandes empresas – Usina Branco Peres, Raizen, Ajinomoto –, além dos agricultores familiares, e querem deslocar quase 5km pra frente. Então não vão mais chegar até a minha cidade. Isso é um absurdo e arrebenta com a cidade! E a gente não é ouvido. É a sétima audiência que participo aqui, inclusive nesta mesa, e vocês destratam, nós, prefeitos, não mostram projeto, não mostram cronograma. Audiência pública não resolve nada. Temos que sentar nós e resolvermos, cara a cara, olho a olho. Se é dinheiro que está faltando, vamos até o Governo (Estadual) pedir”, disparou Cardim.

Na época, a EixoSP justificou a necessidade da mudança para atender os seus novos regulamentos de trânsito.
“O meu trevo lá, tecnicamente, já disseram que é possível fazer uma passagem por baixo e não mudar o retorno perto de Flórida. Mas eu não aguento mais vim em reunião aqui. Ou vocês colocam pra gente uma situação real do que vai acontecer ou a gente fala pra nossa população que o trevo vai ficar lá e pronto. Não dá pra ficar enrolando os prefeitos mais”, reforçou o prefeito.

A Prefeitura também já elaborou e protocolou nos órgãos estaduais projeto buscando quantificar os prejuízos que podem ser causados à população se houver a transferência do acesso.
Cardim revelou à reportagem do Folha Regional na quinta-feira (7) que após a reunião foi solicitado que a Prefeitura inclua o pedido de manutenção do trevo no sistema para ser analisado e haver uma decisão.




