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Home»Geral»ARTIGO: Memórias de outrora: Quando o diálogo é mais poderoso que os mísseis
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ARTIGO: Memórias de outrora: Quando o diálogo é mais poderoso que os mísseis

AdamantinaNETPor AdamantinaNET2 de março de 20260
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Uma reflexão sobre impérios, poder e a insistente necessidade da paz

***

“Em tempos de guerra, a primeira vítima é a verdade. A segunda é o futuro.”

***

Desde a última sexta-feira, infelizmente o noticiário recente está marcado pelas tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel. Isso reacende uma pergunta antiga: até quando o mundo continuará apostando na FORÇA como argumento final?

As imagens são quase sempre as mesmas, discursos inflamados, demonstrações de poderio militar, ameaças calculadas, alianças estratégicas. Mudam os atores, mudam as bandeiras, mas o roteiro parece antigo. O século é outro, a tecnologia é mais sofisticada, os armamentos são mais precisos, mas a lógica ainda carrega resquícios de tempos imperiais.

Ao longo da história, impérios se ergueram prometendo ordem, estabilidade e grandeza. Monarquias absolutistas sustentaram-se na ideia de uma autoridade incontestável, muitas vezes embasada pela religião. Governos centralizadores apostaram na força como linguagem universal. Quase todos tiveram algo em comum: pareciam invencíveis até deixarem de ser!

O poder baseado exclusivamente na imposição costuma produzir silêncio, mas raramente produz consenso. Produz obediência, mas dificilmente gera legitimidade duradoura. E quando a legitimidade se esvai, o que resta é o ruído, interno ou externo.

A história é didática, embora pouco escutada, principalmente dos dias atuais. Estruturas rígidas demais acabam ruindo sob o próprio peso. Impérios que pareciam eternos tornaram-se capítulos em livros. Coroas perderam o brilho. Fronteiras mudaram. O que permanece, com maior capacidade de adaptação, são os modelos que permitem debate, alternância, crítica e participação.

A democracia, com todas as suas imperfeições, sobrevive porque aceita o conflito sem transformar todo desacordo em guerra. Ela transforma divergência em debate, oposição em voz legítima, tensão em negociação. Não elimina os problemas, mas cria canais para enfrentá-los sem recorrer, como primeira opção, à destruição.

Isso não significa ingenuidade. O diálogo não é sinônimo de fraqueza. Pelo contrário: exige maturidade política, autocontenção e reconhecimento da humanidade do outro. Em um cenário internacional polarizado, dialogar pode ser mais difícil do que mobilizar tropas. É mais lento, menos espetacular, menos conveniente para discursos nacionalistas. Mas é incomparavelmente mais produtivo.

Quando nações entram em rota de colisão, o mundo inteiro sente os abalos. Economias oscilam, populações vivem sob medo, jovens são convocados para guerras que não escolheram. Enquanto líderes calculam estratégias, famílias calculam riscos. A distância geográfica já não é garantia de segurança.

Talvez o maior desafio do nosso tempo seja abandonar definitivamente a mentalidade imperial, aquela que acredita que estabilidade nasce da supremacia incontestável. O século XXI exige outra inteligência política: a que compreende que interdependência não é fraqueza, mas realidade.

Não se trata de ignorar conflitos históricos, divergências ideológicas ou disputas estratégicas. Trata-se de reconhecer que a escalada permanente não constrói futuro. Constrói ruínas, ainda que envoltas em discursos patrióticos.

Se há algo que distingue sistemas duradouros daqueles que se esgotam é a capacidade de ouvir antes de agir, de negociar antes de atacar, de reconhecer limites antes de ultrapassá-los. Impérios se impõem. Democracias conversam. E, no longo prazo, é a conversa, ainda que tensa, ainda que imperfeita, que preserva vidas e sustenta civilizações.

Talvez a paz nunca seja manchete tão chamativa quanto a guerra. Mas é sempre mais revolucionária. Porque enquanto armas encerram possibilidades, o diálogo as reabre.

E toda vez que o mundo escolhe conversar em vez de confrontar, a humanidade avança um passo, silencioso, mas decisivo, na direção da maturidade que ainda insiste em aprender.

 

Tiago Rafael dos Santos Alves

Professor da Rede Estadual de SP / FADAP/FAP – Tupã

Historiador – nº 0000486/SP

Gestor Ambiental: CREA-SP nº 5071624912

Mestre pelo PPGG-MP – FCT/UNESP

Doutorando pelo PGAD – FCE/UNESP

E-mail: tiagorsalves@gmail.com

 

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