Projetos foram desenvolvidos pelos estudantes, após reflexões promovidas durante os momentos de Tutoria, e contam com apoio do Grêmio, líderes de turmas e direção da unidade
Estudantes da Escola Estadual Helen Keller entregaram nesta segunda-feira à diretora Eunice Ramos da Cruz Oliveira uma carta aberta com propostas para enfrentar desafios de convivência na unidade. O documento é resultado do “Projeto Tutoria em Ação: Estudantes Construindo Soluções”, conduzido sob orientação dos Professores Tutores Everton Santos e Wiverson Moura Silva e dos estudantes de psicologia do Centro Universitário de Adamantina (FAI), Iago Caires Gentil e Jean Carlo Arrabal, sob a orientação do professor Luís Santo Schicotti.
Na carta, os estudantes apontam fatores que prejudicam o ambiente de aprendizagem e apresentam sugestões para resolver a situação. Entre as medidas, defendem ampla divulgação e retomada das regras de convivência, além da afixação de cartazes nas salas.
O grupo ainda destaca a importância de reuniões periódicas com pais e responsáveis para alinhar expectativas, além da promoção de rodas de conversa mediadas entre alunos, professores e gestão para mediar conflitos e construir acordos coletivos.
Como incentivo aos bons exemplos, de turmas e estudantes, os estudantes envolvidos no projeto propõem adoção de medidas de reconhecimento.
Paralelamente, os estudantes organizaram o “Projeto Cuidar. A escola também é sua!”, com foco na conservação do patrimônio público da unidade de ensino. A proposta prevê engajar alunos, professores e funcionários por meio de mutirões mensais, nos quais cada turma adota um ambiente, e da confecção de cartazes de conscientização com frases diretas sobre respeito ao espaço comum.
Também estão previstas ainda campanhas educativas com rodas de conversa bimestrais sobre o custo da depredação e blitz do Grêmio Estudantil e líderes de turma nos intervalos para diálogo com os colegas, utilizando comunicação não-violenta baseada na linguagem dos próprios alunos, evidenciando impactos concretos como a relação entre danos ao patrimônio e a falta de outros recursos
Como primeiro passo, representantes do Grêmio estudantil, líderes de turmas e representantes da gestão participaram de uma reunião para definir o tema dos cartazes, a data do primeiro mutirão e a criação do formulário, priorizando ações que dependem apenas de mobilização.
Ambas as iniciativas reforçam o caráter pedagógico do projeto, sempre com o protagonismo dos estudantes e participação efetiva representantes do Grêmio e dos líderes de turma, com apoio da direção.
Os estudantes envolvidos nas ações destacam que respeito se constrói com diálogo e limites bem definidos e se colocam à disposição para ajudar na divulgação das regras, na organização das rodas de conversa e no incentivo aos colegas. (Por: Everton Santos)



