Na manhã desta segunda-feira (2), cerca de 60 servidores técnico-administrativos da FAI (Centro Universitário de Adamantina) realizaram, na manhã desta segunda-feira (2), uma manifestação no jardim do Campus I da instituição. A mobilização teve como principais pautas a implantação de plano de saúde, autonomia administrativa, revisão do ticket-alimentação e maior valorização da categoria.
Com cartazes e discursos, os servidores apresentaram quatro reivindicações centrais: “Plano de Saúde – a principal exigência”, “Autonomia Já”, “Ticket Não É Esmola” e “Respeito aos Servidores da FAI”.
A manifestação foi organizada por Fabrício Lopes, membro do Conselho Universitário da FAI (mandato 2025-2027), eleito pelos servidores, ao lado de Rita de Cássia Siqueira, também representante eleita da categoria no Conselho, e do servidor Jean Moura. Segundo os organizadores, a adesão foi considerada positiva.

PLANO DE SAÚDE É PRINCIPAL PAUTA
De acordo com Lopes, o plano de saúde é uma reivindicação antiga da categoria e segue pendente de definição por parte do Executivo municipal.
“A pauta do plano de saúde é um pleito que a gente vem tentando que seja aprovado pelo Executivo há algum tempo, desde a época do Márcio Cardim [ex-prefeito de Adamantina]. Fica aquela rotina de ‘o que dá para a Prefeitura tem que dar para a FAI’. Mas nós somos independentes, temos caixa e administração próprios, precisamos ter autonomia”, afirmou.
Segundo ele, o assunto está nas mãos do prefeito José Carlos Tiveron e será discutido em reunião marcada para quarta-feira (4), com a presença dos dois membros do Conselho Universitário, do reitor Alexandre Teixeira de Souza e do vice-reitor Wendel Cleber Soares, além do chefe de gabinete da Prefeitura, Wilson Alcântara.
“A gente quer saber: é sim ou não? Porque fica empurrando, engavetando. O plano não é obrigatório para todo funcionário, adere quem quiser. E é importante frisar que a despesa para contribuir com o plano sairia da economia gerada pelas placas solares instaladas na FAI”, explicou.
Fabricio Lopes ainda afirmou que, caso não haja avanço, a categoria pode organizar paralisação e manifestação em frente à Prefeitura e à Câmara Municipal.

CRÍTICAS AO VALOR DO TICKET
Outro ponto que gerou insatisfação foi o reajuste do ticket-alimentação. Segundo os servidores, a FAI concedeu aumento de cerca de R$ 2, enquanto a Prefeitura reajustou o benefício em R$ 4,50.
“É uma vergonha dar dois reais. O ticket atinge só a folha dos funcionários técnico-administrativos, não é um custo absurdo. O reajuste da FAI nunca foi menor que da Prefeitura. Humanização é salário e benefício para servidor”, criticou Lopes.
Ele também apontou que, durante sessão da Câmara, não houve menção aos servidores da FAI. “Parece que só existem servidores da Prefeitura. Quando precisam da FAI para patrocínio, evento e colaboração, ela é necessária. Mas na hora de olhar com carinho para o funcionário, ninguém pensa”, disse.

AUTONOMIA ADMINISTRATIVA
A categoria também cobra maior autonomia administrativa para a instituição, argumentando que a FAI possui natureza e receitas diferentes da Prefeitura.
“A FAI é diferente da Prefeitura. A Prefeitura vive de impostos; a FAI vive de mensalidades e tem curso de Medicina. Então por que a FAI tem que ficar esperando a boa vontade da Prefeitura?”, questionou.
Segundo Fabricio Lopes, há vereadores que defendem que a instituição “ande igual à Prefeitura”, posição que ele contesta. “São coisas completamente diferentes. Não tem que andar ladeado.

AVALIAÇÃO DA MOBILIZAÇÃO
O membro do Conselho Universitário avaliou ainda a manifestação como positiva e destacou que os servidores não possuem sindicato próprio. “A adesão foi muito boa. Estamos nos mobilizando, informando os colegas e buscando coletividade. Não estamos pensando em CPF, mas no CNPJ da FAI e na proteção da instituição”, afirmou.
Ele também mencionou preocupação com a situação financeira apontada por relatórios da Controladoria Interna. “Onde tem que cortar não corta, e corta nos coitadinhos”, declarou.
Segundo ele, o objetivo da mobilização é demonstrar insatisfação sem confronto. “A gente não quer briga com ninguém. Só quer que olhem para nós com dignidade.”
COBRANÇA AOS VEREADORES
A principal cobrança direcionada à Câmara, segundo os organizadores, é que os parlamentares passem a considerar as demandas dos servidores da FAI. “A principal cobrança dos vereadores é olhar a FAI e os servidores com dignidade e valorização, apoiar o plano de saúde, reajustes melhores e um ticket pelo menos igual ao da Prefeitura, além de fiscalizar a FAI como deve ser fiscalizada”, disse.
Com reportagem do Impacto Noticias


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