Close Menu
  • Capa
  • Geral
  • Cidade
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Fotos e Eventos
  • Empresas
  • Reviver
  • TV Folha Regional
Últimas

Seis times de Adamantina disputarão a Copa Alta Paulista Veteranos deste ano

27 de fevereiro de 2026

18ª Copa FAI de Futsal de Adamantina terá três partidas nesta sexta-feira (27)

27 de fevereiro de 2026

Projeto que declara Adamantina como Capital da Economia Criativa ainda não foi aprovado pela Alesp

27 de fevereiro de 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram Vimeo
ADAMANTINA NET
  • Capa
  • Geral
  • Cidade
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Fotos e Eventos
  • Empresas
  • Reviver
  • TV Folha Regional
ADAMANTINA NET
Home»Geral»ARTIGO: Memórias de outrora: Entre o asfalto e a sombra
Geral

ARTIGO: Memórias de outrora: Entre o asfalto e a sombra

AdamantinaNETPor AdamantinaNET25 de fevereiro de 20260
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

Uma singela reflexão sobre a arborização urbana e os seus efeitos na sociedade

***

“A crise climática é um desafio coletivo que exige responsabilidade compartilhada.”

António Guterres

***

Num desses dias, numa daquelas tardes de calor em que até os pássaros estavam de bico aberto, sentei-me no banco de uma das praças da cidade. Seu Zé desfiava calmamente o seu cigarro de palha, em breve intervalos parava para se abanar com o seu chapéu. E entre o cigarro e o chapéu procurava um assunto como todo bom interiorano.

— Antigamente, meu filho, a cidade era mais fresca. Hoje o asfalto frita até pensamento! Olha como ele está derretendo! – enquanto apontava para o piche borbulhando na rua.

E Seu Zé não deixa de ter razão! O asfalto escuro, com seu baixo albedo, essa palavrinha bonita que mede a capacidade de refletir a luz solar, absorve demais o calor. Resultado: Cada vez mais se presenciam as ilhas de calor que fazem o termômetro subir e o humor descer! Onde há concreto demais e árvore de menos, o sol reina absoluto, e o conforto térmico vira lenda urbana.

Mas quando a arborização é pensada com critério, a história muda de tom. Árvores bem distribuídas reduzem significativamente a temperatura ambiente, ampliam o sombreamento, aumentam a umidade do ar por meio da evapotranspiração e oferecem abrigo para pássaros que ainda insistem em cantar apesar do trânsito. Não é poesia apenas, é ciência aplicada ao cotidiano!

A boa arborização urbana exige planejamento técnico. Não se trata de plantar qualquer muda em qualquer canto, como quem joga esperança ao vento. É preciso respeitar o espaço das raízes, a fiação aérea, as calçadas, os recuos. E quando chega o momento da poda, que ela seja conduzida conforme os parâmetros técnicos estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), evitando mutilações que enfraquecem a árvore e empobrecem a paisagem. Poda não é castigo! É manejo responsável!

Enquanto conversávamos, Dona Isaura, sempre prática, completou:

— Se a gente cuida das árvores, elas cuidam da gente.

Eis a síntese perfeita dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS, da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). Arborizar é agir localmente diante de um fenômeno global: o aquecimento do planeta, que já não é previsão futurista, mas realidade sentida na pele.

Cada árvore plantada e mantida com responsabilidade é um pequeno gesto contra o avanço das temperaturas extremas. Ela sequestra carbono, reduz poluentes, ameniza ruídos e cria microclimas mais agradáveis. Em ruas arborizadas, a sensação térmica pode ser vários graus menor do que em vias totalmente expostas ao sol. Não é milagre, é planejamento urbano aliado ao compromisso ambiental.

Mas não basta esperar que o Poder Público resolva tudo (mas que fique claro, ele tem a sua parcela de responsabilidade nisso!). Nosso papel como munícipes é essencial. Fiscalizar podas inadequadas (cobrando o Poder Público), sugerir espécies nativas apropriadas, participar de audiências públicas e conselhos municipais, preservar as árvores existentes e compreender que calçada rachada muitas vezes denuncia projeto mal executado, e isso não é culpa da natureza.

A cidade que desejamos não nasce apenas do concreto, nasce da consciência coletiva, do pensar juntos! Entre o asfalto que absorve calor e a copa que devolve frescor, há uma escolha política, técnica e ética. E, como dizia Seu Zé ao se levantar do banco já menos quente:

— Se cada um plantar uma sombra, ninguém mais vai precisar correr do sol, ele esfria!

E talvez seja esse o espírito, refletido na singela simplicidade do Seu Zé: precisamos cultivar árvores como quem cultiva futuro. Porque cidade boa é aquela em que o verde não é detalhe, é fundamento!

 

Tiago Rafael dos Santos Alves

Professor da Rede Estadual de SP / FADAP/FAP – Tupã

Historiador – nº 0000486/SP

Gestor Ambiental: CREA-SP nº 5071624912

Mestre pelo PPGG-MP – FCT/UNESP

Doutorando pelo PGAD – FCE/UNESP

E-mail: tiagorsalves@gmail.com

 

Compartilhe isso:

  • Share on X(abre em nova janela) 18+
  • Share on Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Share on WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Artigo anterior18ª Copa FAI de Futsal de Adamantina tem sequência nesta quarta-feira com a 2ª rodada
Próximo artigo GRAN BEEF especializado em carnes e itens para churrasco é inaugurado em Adamantina

ADAMANTINANET
O PORTAL DE NOTICIAS DA CIDADE JÓIA
E-MAIL: adamantinanet@gmail.com

Últimas
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Capa
  • Geral
  • Cidade
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Fotos e Eventos
  • Empresas
  • Reviver
  • TV Folha Regional
© 2026 AdamantinaNet

Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.