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Geral

ARTIGO: Está chovendo na horta de quem?

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Em 1987, na gestão do ex-prefeito Sérgio G. Seixas, nasceu a Horta Comunitária do Jardim Adamantina. O objetivo do saudoso gestor (que sempre esteve à frente do seu tempo) era oferecer uma alimentação mais saudável aos moradores do bairro e doar a produção excedente da horta às entidades assistenciais. Com o passar dos anos, como previsto na implantação do importante projeto social, a população do bairro cresceu e a distribuição das hortaliças ficou restrita aos seus moradores.    

É difícil mensurarmos a quantidade de alimentos que foram produzidos nos últimos 37 anos na Horta Comunitária do Jardim Adamantina (para se ter uma ideia, atualmente centenas de famílias são atendidas pelo relevante projeto social). Mais difícil ainda é encontrarmos adjetivos que possam definir o notável trabalho que os servidores municipais vêm desenvolvendo nessas quase quatro décadas de existência da horta. Talvez a trajetória do ex-funcionário Nelson Cavagna possa mostrar o tamanho deste comprometimento. Recordemos um pouco da história desse exemplar servidor.

Nelson Cavagna, trabalhou 30 anos na Horta Comunitária do Jardim Adamantina. Entre 1993 e 2023, ele foi o responsável em preparar canteiros, semear, cuidar, colher e distribuir as hortaliças aos moradores do bairro. No inverno de 1994, por exemplo, ocorreu uma severa geada na nossa região. Percebendo que o evento climático poderia destruir a plantação, ainda de madrugada, Nelson se dirigiu até a horta e começou a irrigá-la. Ao amanhecer, tremendo de frio e com as mãos congeladas, Nelson se viu recompensado. Ele havia salvo as frágeis plantinhas que nos meses seguintes iriam estar na mesa das inúmeras famílias carentes do bairro.

Por essas e por outras, em nome de Nelson Cavagna, quero dedicar aos servidores que trabalharam e, claro, aos que ainda trabalham na Horta Comunitária do Jardim Adamantina, a poesia Domingo irei para as hortas na pessoa dos outros, de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa):

Domingo irei para as hortas na pessoa dos outros,

Contente da minha anonimidade.

Domingo serei feliz – eles, eles…

Domingo…

Hoje é quinta-feira da semana que não tem domingo…

Nenhum domingo. –

Nunca domingo. –

Mas sempre haverá alguém nas hortas no domingo que vem.

Assim passa a vida,

Subtil para quem sente,

Mais ou menos para quem pensa:

Haverá sempre alguém nas hortas ao domingo,

Não no nosso domingo,

Não no meu domingo,

Não no domingo…

Mas sempre haverá outros nas hortas e no domingo!

 

Para que não me acusem de ter sido corporativista neste texto, gostaria de dizer que existem ótimos projetos envolvendo hortas urbanas em Adamantina, inclusive um que está sendo chamado de projeto da horta midiática. Não sei o motivo do “carinhoso” apelido (e muito menos em qual horta está chovendo), mesmo assim, deixo para reflexão mais algumas palavras de Fernando Pessoa: Há grandes sombras na horta/ Quando a amiga lá vai ter.…/ $er feliz é o que importa, / Não importa como o ser!

 

Dica: Hortas urbanas, como a do Jardim Adamantina, há tempos são implantadas como um meio de ajudar na alimentação das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social no Brasil e no mundo. Como na maioria dos bairros da nossa cidade existem áreas verdes propicias a receber esse tipo de iniciativa, passo a palavra aos pré-candidatos ao cargo de prefeito Alcio, Gustavo Taniguchi e José Carlos Tiveron.   

 

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Cidades

Academia DG Sport enfrenta Lucélia pela Copa Regional de Base

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Os garotos da Academia de Futebol DG Sport de Adamantina, nas suas categorias Sub-11, Sub-13 e Sub-15, em rodada pela 4ª Copa Regional de Categorias de Base de Futebol de Campo neste sábado (20), no Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo, em Adamantina , terão como seus adversários as equipes da DELL de Lucélia.

O primeiro jogo está marcado para iniciar às 8h30.

ACADEMIA DG SPORT ENFRENTOU BASTOS

Nos compromissos das equipes da Academia DG Sport, realizado no sábado (13), no Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo, contra o Bastos F.C.,os adamantinense obtiveram uma vitória, um empate e uma derrota, confira os resultados.

SUB-11

DG Sport 3 x 2 Bastos

Gols: Joãozinho (2) Enzo Merlo (1)

SUB-13

DG Sport 1 x 6 Bastos

Gol: Kaique Clementino (1)

SUB-15

DG Sport 0 x 0 Bastos

COMISSÃO TÉCNICA

A comissão técnica da Academia de Futebol DG Sport /Adamantina, é formada por Luan Guerra, Dagoberto Pereira e Eduardo Martines (Técnicos).

 

Na foto, o jogador Henrique, da Academia DG Sport, Sub-15.

 

 

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Geral

Carro capota e deixa um morto e quatro feridos na Rodovia dos Bandeirantes em Limeira

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Um homem de 58 anos morreu em acidente, na noite desta quinta-feira (18), no km 141 da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), em Limeira (SP). O carro, que era ocupado por cinco pessoas, acabou tendo um pneu estourado, o que causou o capotamento do veículo. A vítima foi identificada como Jorge Luis da Silva.

O acidente foi registrado em um trecho sul da rodovia, localizado no bairro Morro Azul. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, os ocupantes do carro informaram que trafegavam pelo trecho entre Limeira e Piracicaba (SP), quando o pneu traseiro estourou.

Com o pneu furado, o carro acabou perdendo o controle, fazendo movimentos de zig-zag e invadindo o canteiro central da via, onde o veículo capotou.

O carro era ocupado por cinco homens, que foram socorridos no local. A vítima Jorge Luis da Silva, acabou não resistindo e morreu no local. Os outros quatro passageiros foram encaminhados para hospitais em Limeira e em Santa Bárbara d’Oeste (SP).

O acidente foi registado no Plantão Policial de Limeira como homicídio culposo na direção de veículo automotor. A perícia foi acionada e compareceu ao local para avaliação.

Segundo a AutoBan, concessionária responsável pelo trecho, o acostamento da rodovia ficou interditado para atendimento das vítimas após o acidente. Não houve congestionamento ou lentidão no tráfego.

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Geral

ARTIGO: O hermeneuta, a pobre língua portuguesa e o batom

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Por: Nivaldo Londrina Martins do Nascimento (Mtb 35.079/SP.)

Algumas pessoas insistem em dizer que sou um dalit. Isso mesmo, um intocável sem status que nunca vai pertencer a nenhuma das castas existentes em Adamantina. Esse tipo de comentário desagradaria a maioria das pessoas que conheço, mas comigo acontece exatamente o contrário. Serve de incentivo para continuar escrevendo os inocentes textos que tanto incomodam alguns “brâmanes” locais. Não que eu seja intelectual ou filósofo. Longe disso, apenas porque costumo refletir sobre determinados assuntos.

Recentemente, um amigo disse que sou um hermeneuta. Fiquei muito honrado com o elogio, ainda mais porque veio de um profissional que costumo dizer que é o sucessor natural do jurista Barbosa Sobrinho. Nem imagino a quantidade de pesquisas que os brâmanes irão fazer no google quando souberem que agora sou um dalit hermeneuta. O sucesso de um dalit costuma causar desconforto nas castas superiores. Ontem eu era um humilde dalit, hoje sou um humilde dalit hermeneuta. Portanto, é na condição de um humilde dalit hermeneuta que vou tratar dos outros dois temas deste confuso texto.

Faz muito tempo que tento entender por que a última flor do Lácio é tão maltratada por algumas pessoas, sobretudo nas redes sociais. Não estou me referindo aos cidadãos que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos. Muito menos àqueles ex-alunos que tiveram o privilégio de se “formar” pelas regras da discutível progressão continuada, onde o necessário “corrigir” costuma ser trocado pelo apático “vistar”. Estou me referindo aos “diplomados” que escrevem e se comportam como analfabetos funcionais. Até quando a língua portuguesa vai ser castigada por esses incautos? Eternamente? Se alguém tiver as respostas, peço encarecidamente que me avise.

Como sei que essa minha curiosidade pode ter cutucado a onça com vara curta, vou deixar o desfecho deste palpitante assunto para um outro dia. Essa história ainda deve dar muito pano pra manga. Enquanto isso não acontece, submeto à análise da nossa sociedade ordeira e cumpridora das leis (sobretudo da lei de Gerson) o último tema deste pequeno texto. Trata-se do batom. Não daquele que é um dos cosméticos preferidos pelas mulheres no mundo, mas do jargão “passar batom” (sempre acompanhado de más intenções) presente na boca de muitas autoridades políticas nas épocas de eleição.

Na Nova Alta Paulista, nos períodos pré-eleitorais a maioria das prefeituras extrapolam os limites do bom-senso na compra de tintas. E o pior, de tintas de péssima qualidade. Quando damos um giro pelas cidades da região nos meses que antecedem as eleições municipais, não é difícil encontrarmos prédios públicos, escolas ou centros de saúde sendo pintados. Num primeiro olhar, podemos nos confundir com a “magia” criada pela nefasta maquiagem e até aplaudir a iniciativa do mandatário de plantão. A mesma coisa acontece em relação à sinalização horizontal de trânsito nas ruas e avenidas.

Faixas de pedestres (que poucos motoristas obedecem), faixas continuas ou não, e sinais de PARE, ao receber a maliciosa pintura, ficam parecidos com uma formosa mulher maquiada com batom vermelho. No entanto, essa semelhança desaparece quando a mulher resolve retirar a maquiagem. Ela continuará encantadora e bela. Na sinalização vertical de trânsito que logo se “apaga” nas vias públicas, o efeito é outro. Além do dinheiro jogado fora com as tintas de péssima qualidade, a vida de motoristas e pedestres são colocadas em risco pelo nefasto “passar batom”. Que venham as lamurias de sempre!                   

 

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