Por meio da Indicação nº 125/20, apresentada na sessão ordinária realizada na noite da última segunda-feira (2), todos os nove vereadores adamantinenses cobraram o Poder Executivo para que convoque uma reunião, em caráter de urgência, tendo como tema a Zona Azul.
O assunto foi um dos mais defendidos nos discursos feitos na oportunidade no plenário da Câmara Municipal, onde estava presente o presidente do Iama (Instituto de Assistência ao Menor de Adamantina), Adevalter Longuini, que é a entidade administradora da ZA. “Solicitamos ao prefeito (Márcio Cardim), com a maior brevidade possível, que agenda essa reunião para discutirmos o funcionamento do sistema da Zona Azul na nossa cidade.

O Longuini não tem medido esforços para sensibilizar as autoridades da necessidade de a gente repensar a Zona Azul. E se tiver uma fiscalização melhor e for instituído no nosso município o agente de trânsito, a cobrança será muito mais eficiente, eficaz e, talvez, nem precise majorar o valor. Porém, de qualquer forma, nós precisamos rever a Lei que criou e atualizar a Lei que criou a Zona Azul”, justificaram os vereadores.
A proposta é reunir o Executivo, o Legislativo, o Departamento Municipal de Trânsito, a Secretaria de Assuntos Jurídicos, a Procuradoria do Município, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Polícia Militar, o Conseg (Conselho Municipal de Segurança) e os representantes do Iama para conversarem a respeito do assunto.
O Instituto de Assistência ao Menor de Adamantina administra a Zona Azul desde 1997 e pede que o valor do cartão de estacionamento seja reajustado em R$ 0,50, passando do atual R$ 1,50 para R$ 2,00. Mesmo garantido por Lei Municipal, que deveria ser revista anualmente com base no IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), a tarifa não sofre reajuste desde 2014, portanto, há seis anos. “A Zona Azul é muito mais do que um sistema de cobrança de taxa de estacionamento. Na verdade é um programa social de um alcance fantástico.
O trabalho social realizado, empregando 20 jovens, tem que ter o apoio do Poder Público e da sociedade, porque, se a Zona Azul acabar, dificilmente eles conseguirão outro emprego na cidade, devido a questão da taxa de desemprego”, ponderaram os vereadores.


