A vereadora Maria Gabriela Callil Bearare, a Gabi Callil, utilizou a tribuna da Câmara Municipal para manifestar indignação diante da falta de respostas efetivas a demandas antigas da população de Adamantina.
Segundo a vereadora, seu trabalho no Legislativo é pautado por um rigoroso processo de triagem, levando à tribuna apenas situações consideradas extremamente necessárias. Ainda assim, duas pautas recorrentes — já apresentadas anteriormente — seguem sem solução concreta, o que motivou o seu desabafo.

Um dos principais pontos levantados envolve o Parque Caldeira, onde moradores da região têm procurado a vereadora há mais de um ano em busca de melhorias. Em visita ao local, realizada junto com a vereadora Martinha, foram identificados diversos problemas estruturais no parquinho, como pregos expostos, madeira deteriorada e peças metálicas danificadas com parafusos enferrujados, oferecendo riscos principalmente às crianças.
Apesar dos registros fotográficos produzidos pelas vereadoras, a resposta do Poder Executivo sobre a situação apontou que não foi constatado risco grave no local, o que, segundo Gabi Callil, contrasta com a realidade observada durante as visitas.

Outro ponto destacado foi a situação da rua Padre Nóbrega, onde solicitaram a instalação de lombadas. O pedido, feito em conjunto com as vereadoras Martinha e Meire Alves, foi indeferido sob a justificativa de ausência de acidentes. No entanto, a vereadora afirmou que há registros recentes de colisões, incluindo acidentes envolvendo veículos, animais e até impactos contra o muro de um condomínio.
Para Gabi Callil, a decisão demonstra um desalinhamento entre a análise técnica da administração e a realidade vivida pelos moradores da via. Ela reforçou que medidas simples e eficazes poderiam ser adotadas para aumentar a segurança no local.
A vereadora também destacou o apoio da Polícia Militar, que realizou fiscalização na região como forma de amenizar os riscos enquanto soluções definitivas não são implementadas.

Durante sua fala, Gabi Callil ressaltou que sua atuação é uma obrigação do cargo e afirmou que suas manifestações também têm o objetivo de formalizar alertas e responsabilidades, inclusive em esferas administrativas, civis ou criminais, caso ocorram acidentes envolvendo pedestres, ciclistas ou crianças nos locais citados.
Ao final, reforçou seu compromisso com a população e cobrou mais sensibilidade e agilidade do Poder Executivo diante de demandas que, segundo ela, são urgentes e não podem mais ser ignoradas.
Por Folha Regional Adamantina


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