Na noite desta segunda-feira (6), servidores técnico-administrativos da FAI (Centro Universitário de Adamantina) voltaram a se manifestar, desta vez durante a sessão da Câmara Municipal. A ação reforça demandas já apresentadas nas últimas semanas, com ênfase na criação de um plano de saúde e na valorização da categoria.
Durante a Tribuna Livre, o servidor Fabrício Lopes, integrante do Conselho Universitário (mandato 2025-2027) e eleito pelos funcionários, ao lado de Rita de Cássia Siqueira, destacou a mobilização coletiva e solicitou o apoio dos vereadores para viabilizar o benefício junto ao Executivo. Segundo ele, embora o projeto ainda não tenha sido protocolado no Legislativo, é importante que haja articulação para que a proposta seja encaminhada o quanto antes para análise.
Fabrício Lopes afirmou que o plano de saúde já faz parte do planejamento da atual gestão da instituição, estando previsto no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e com aval da Diretoria Financeira. De acordo com ele, os custos devem ser cobertos com a economia gerada após a implantação de energia solar na universidade.

Foi ressaltado por Fabricio Lopes, que a FAI encaminhou à administração municipal, em fevereiro deste ano, a minuta de um anteprojeto de lei sobre o plano de saúde. No entanto, a formalização da proposta depende exclusivamente do chefe do Executivo, responsável por enviar o projeto à Câmara, o que ainda não ocorreu.
Diante desta situação cartazes expostos pelos servidores da FAI pediram que o prefeito José Tiveron encaminhe o projeto para a Câmara.
Durante a fala na tribuna, o representante da categoria também destacou a necessidade de avanços no plano de carreira dos servidores técnico-administrativos, citando como referência a estrutura já existente para os docentes, com regras mais claras de progressão.

O representante também ressaltou a organização dos servidores, que não contam com representação sindical formal. Segundo ele, a alternativa foi estruturar a representatividade por meio de membros eleitos no Conselho Universitário, que hoje representam 213 servidores e 223 docentes, somando 436 famílias.

Em sua fala, Fabrício Lopes enfatizou a importância dos técnico-administrativos para o funcionamento da instituição e cobrou maior reconhecimento por parte do poder público. Ele também apontou diferenças no tratamento dado aos servidores da FAI em comparação aos da Prefeitura, especialmente no que diz respeito a reajustes e benefícios, destacando que a universidade possui receitas próprias provenientes de mensalidades e serviços, o que, segundo ele, torna a realidade distinta da administração municipal.
(Por: Redação – Fotos: Diego Fernandes / Adamantina NET)




