A Polícia Civil segue investigando um caso de crime cibernético envolvendo a divulgação de imagens de cunho sexual no aplicativo Telegram, que já contabiliza mais de 40 vítimas em diferentes cidades da região.
Na terça-feira (10), quando o caso veio à tona, eram 31 mulheres que haviam registrado ocorrência relatando serem vítimas no caso que é conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Adamantina e que tramita sob segredo de Justiça, conforme prevê a legislação em crimes que envolvem a dignidade sexual.
De acordo com as investigações, o material era compartilhado em um grupo que teria cerca de 900 integrantes. Entre as publicações, estariam fotos autênticas de vítimas e também imagens possivelmente manipuladas com uso de Inteligência Artificial (IA).
Além da exposição das imagens, o ambiente virtual reunia comentários ofensivos e degradantes contra as mulheres.
As vítimas seriam de diversos municípios, entre eles Campinas, Flórida Paulista, Adamantina, Pacaembu, Lucélia, Pracinha, Marília, Osvaldo Cruz, além de outras cidades da região. Entre elas há maiores e menores de idade, o que torna a investigação ainda mais sensível.
A Polícia Civil trabalha na coleta de provas digitais e na identificação de todos os possíveis envolvidos na produção e no compartilhamento do material.
As investigações apontam ainda que existem pessoas que podem ter sido expostas e ainda não sabem que são vítimas.
Diante disso, a orientação é que qualquer pessoa que suspeite ter tido imagens divulgadas procure a Polícia Civil por meio da delegacia mais próxima, para que o caso seja apurado e as provas possam ser incorporadas ao inquérito.
O procedimento investiga crimes como importunação, difamação e divulgação de cena de pornografia, além de possíveis enquadramentos previstos na legislação que protege crianças e adolescentes. (Por: Redação – Foto: Acácio Rocha / Siga Mais)




