Há mais de seis anos o Cemitério Municipal atingiu sua capacidade máxima para abertura de novos túmulos ‘no chão’ – conta com aproximadamente 22 mil sepulturas –, assim a gestão anterior decretou a impossibilidade de continuar utilizando o espaço, por isso, buscou a ampliação no terreno defronte, o que demandará um gasto milionário aos cofres públicos. Agora, após estudos, a atual administração encontrou uma saída temporária para a situação.
“Nós identificamos que para baixo atrás do cruzeiro, existe um espaço livre, onde era usado para depositar restos de materiais, como flores e entulhos, e dá pra abrigar ainda entre 100 e 120 túmulos no sistema tradicional. Então isso dá uma solução pra gente respirar por praticamente mais um ano antes de ter que mexer com a ampliação”, revelou o prefeito José Tiveron com exclusividade à TV Folha Regional na entrevista concedida na manhã da última segunda-feira (9). E acrescentou: “A parte vertical, lá em cima, também dá para ser ampliada, porque tem gente que não liga de ser esse sistema, mas também temos que respeitar a família que não quer seu ente querido enterrado no vertical”.

Vale lembrar que o formato de módulos de gavetas existe desde 2019 no Cemitério, porém, enfrenta bastante contrariedade por grande parte da população.
Essa saída, segundo o chefe do executivo, possibilitará que a administração tenha um tempo maior – mais um ano pelo menos – para trabalhar no processo de ampliação na área ao lado do antigo Velório Municipal.

De acordo com a informações divulgadas pela Prefeitura, em 2023, as obras já podem ser iniciadas, tendo em vista que a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) emitiu todas as licenças necessárias, inclusive a de instalação do novo empreendimento. E com base no projeto, a área mede 11.500 metros quadrados e tem capacidade de cerca de 4.500 espaços para sepultamentos.
Por Folha Regional Adamantina



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