
A juíza de Direito, Dra. Ruth Duarte Menegatti, titular da 3ª Vara da Comarca de Adamantina, foi homenageada pelo TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) por idealizar o ‘Mobi Game’ – jogo que estimula as mulheres no enfrentamento da violência doméstica – e que a tornou finalista do 1º Prêmio Rompa. A cerimônia foi realizada na última segunda-feira (13), no Palácio da Justiça, em São Paulo.
A premiação é uma iniciativa promovida pelo Tribunal de Justiça em parceria coma a Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) e tem como proposta reconhecer e divulgar iniciativas de incentivo ao rompimento da violência no Estado, desde a conscientização, a orientação, até a prevenção e acolhimento das mulheres que passam por esta situação.
Ao conquistar o 3º lugar, a juíza adamantinense foi agraciada com uma Menção Honrosa do TJSP e da Apamagis, com as assinaturas dos seus presidentes, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco e juíza Vanessa Ribeiro Mateus, respectivamente.
“Foi uma ideia sonhada e idealizada com outras mulheres, atrelada à tecnologia de um instrumento que não enfrenta barreiras pelas suas características e universalidade. É uma honra ter ficado entre as finalistas e ter esse reconhecimento, para que surjamos cada vez mais junto com as demais instituições, na medida em que as práticas meramente punitivas são insuficientes”, ressaltou Dra. Ruth conforme o Siga Mais. E ela ainda relatou que a criação do Mobi Game ocorreu durante a pandemia da Covid-19 em face do aumento da vulnerabilidade da mulher.
Na mesma categoria que concorreu a juíza adamantinense (magistrada/magistrado), o projeto vencedor foi o ‘Somos Marias’, da juíza Danielle Camara Takahashi Cosentino Grandinetti, representante da Comarca de Peruíbe, já o 2º lugar ficou com o projeto ‘Flor de Lis’, da juíza Patrícia da Conceição Santos, da representante da Comarca de Tabapuã.
Nesta 1 edição do Prêmio Rompa, houve 58 inscritos divididos em 2 categorias, sendo 11 na classe de magistrada/magistrado e outros 47 da sociedade civil.

PRÊMIO #ROMPA
O prêmio foi lançado junto com o Projeto #Rompa. As inscrições tiveram início em abril, com o objetivo de identificar e disseminar projetos de combate à violência de gênero realizados no Estado de São Paulo. Foram 58 inscrições: 11 na categoria Magistrada/Magistrado e 47 na categoria Sociedade Civil. Os trabalhos passaram por verificação prévia da comissão organizadora e, na sequência, foram avaliados pelas comissões julgadoras. Cada categoria teve cinco juradas, profissionais com reconhecida experiência na área, que analisaram resultados; criatividade e inovação; qualidade; replicabilidade e alcance social.
Avaliaram os trabalhos da categoria Magistrada/Magistrado a desembargadora Angélica de Maria Mello de Almeida, a delegada Cristine Guedes, a jornalista Flávia Oliveira, a professora Fabiana Cristina Severi e a promotora de Justiça Juliana Tocunduva. O júri da categoria Sociedade Civil foi composto pela advogada Claudia Luna, juíza Juliana Silva Freitas, psicóloga Mafoane Odara, professora Mariângela Magalhães e defensora pública Mônica de Melo. Saiba mais sobre as juradas.
Com informações do Siga Mais



