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Home»Geral»Sérgio Reis e deputado Otoni de Paula são alvos de operação da PF
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Sérgio Reis e deputado Otoni de Paula são alvos de operação da PF

AdamantinaNETPor AdamantinaNET20 de agosto de 20210
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A PF (Polícia Federal) cumpre na manhã de hoje mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Entre os alvos estão o cantor Sérgio Reis e o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), conforme apuração do UOL.

Em nota, a PF informou que o objetivo das medidas é apurar “o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes.”

Os mandados, que foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, estão sendo cumpridos no Distrito Federal, além dos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará e Paraná.

Agentes da PF estiveram em endereços ligados ao cantor e ao deputado, incluindo seu gabinete na Câmara. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar disse que não vai recuar e “deixar de falar o que pensa”. O UOL procurou a assessoria de imprensa de Reis e aguarda retorno.

Entenda o caso

No sábado (14), circularam nas redes sociais um áudio e um vídeo em que Sérgio Reis convoca uma greve nacional de caminhoneiros para protestar contra os 11 ministros do STF. No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que apresentaria ao Senado um pedido de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

Sérgio Reis disse ainda que pretende se encontrar com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para apresentar uma “intimação”.

“Enquanto o Senado não tomar essa posição que nós mandamos fazer, nós vamos ficar em Brasília e não saímos de lá até isso acontecer. Uma semana, dez dias, um mês e os caras bancando tudo, hotel e tudo, não gasta um tostão. E se em 30 dias eles não tirarem aqueles caras [do STF], nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra”, completa.

A fala do cantor, que estaria organizando uma greve de caminhoneiros, foi desmentida pelas principais lideranças da categoria. A Chico Alves, colunista do UOL, o presidente do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Carga), Plinio Dias, disse “desconhecer as pessoas que estão ao lado dele”. Segundo Dias, a preocupação dos líderes dos caminhoneiros é com as melhorias de condições de trabalho, e não com pautas políticas.

No domingo (15), durante entrevista ao influenciador bolsonarista Oswaldo Eustáquio, Sérgio Reis chorou, defendeu Bolsonaro e disse que nunca quis agredir ninguém, e nem deseja fazê-lo agora, como publicado pela Folha de S.Paulo. O cantor também voltou a convocar pessoas para a manifestação organizada por apoiadores do presidente, marcada para 7 de setembro.

A esposa de Sérgio Reis, Ângela Bavini, disse à coluna de Mônica Bergamo, da Folha, que o cantor de 81 anos está deprimido, passando mal e com uma crise de diabetes após a repercussão do caso.

Após o áudio e o vídeo viralizarem, a Polícia Civil do Distrito Federal decidiu instaurar um inquérito para apurar suposta associação voltada para o cometimento de pelo menos três crimes em manifestações previstas para setembro: ameaça (artigo 147 do Código Penal), dano (artigo 163 do CP) e “expor a perigo outro meio de transporte público” (artigo 262 do CP).

Em nota ao UOL, a Polícia Civil do DF citou o nome de Sérgio Reis, mas disse não haver previsão para o depoimento dos envolvidos. “Por se tratar de apuração em estágio inicial, o delegado que preside o inquérito policial não se manifestará sobre o caso”, acrescentou.

 

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Por UOL
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