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Home»Geral»Guedes quer reajuste salarial suspenso por dois anos para servidores da União, estados e municípios
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Guedes quer reajuste salarial suspenso por dois anos para servidores da União, estados e municípios

AdamantinaNETPor AdamantinaNET21 de abril de 20200
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (20), em uma live promovida pela BTG Pactual, que o funcionalismo público precisa dar a sua colaboração em tempos de crise, como esta causada pelo novo coronavírus. Ele sugeriu a suspensão por dois anos de reajustes salariais para servidores da União, estados e municípios.

“Nós estamos perseguindo as três despesas incontroláveis: funcionalismo público, previdência e juros. Não se pode subir descontroladamente a despesa com o funcionalismo. Eles (servidores) poderiam ficar dois anos sem reajustes. Tem de haver contribuição do funcionalismo que é ficar sem reajuste. Os juros vão continuar lá embaixo, o funcionalismo não pede aumento e a previdência perde seus privilégios”, explicou.

Segundo ele, é preciso derrubar as “três torres”, que são os gastos com a previdência, funcionalismo e juros. Guedes reiterou que a reforma da Previdência já foi feita e que os juros estão em queda, mas ainda “é preciso derrubar a terceira torre”.

“É absolutamente imprescindível que venha a colaboração dos servidores públicos nos três níveis (União, estados e municípios). A gente pode ampliar os recursos para merenda escolar, atendimento aos idosos, transporte público, mas tem que haver a contrapartida, que é o funcionalismo ficar sem aumento. Os senadores estão completamente de acordo com essa ideia, e a opinião pública está pedindo isso”.

O ministro ainda afirmou que os governadores foram atendidos de prontidão com recursos no enfrentamento à crise do coronavírus e criticou os novos pedidos de socorro. 

“Tudo que foi pedido pelos governadores foi dado. O presidente (Jair Bolsonaro) não está perseguindo os governadores. Eles vieram aqui e saíram felizes. Nós mantivemos os repasses aos estados e municípios. Duas semanas depois, eles voltam e pedem mais de R$ 200 bilhões. Isso é inaceitável. Não pode ser assim. Isso não é republicano”.

 

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Por Diário do Nordeste
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