Uma breve análise sobre os erros na correção do ENEM e seus desdobramentos
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“Não sei, só sei que foi assim!”
Chicó – Auto da Compadecida
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Nos últimos dias, a “República do Twitter” está deixando os estudantes e as faculdades de cabelo em pé. Mas, não é com gel não minha gente! Isso se dá por conta do “Melhor ENEM de todos os tempos”, segundo o Ministro da Educação, Abraham Weintraub.
Como já se sabe, o nosso Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), vulgo “O melhor de todos os tempos”, apresentou erros em suas correções e consequentemente em seus resultados, algumas ações relacionadas ao exame acabaram sendo protocoladas.
Por sua vez, a Defensoria Pública da União, moveu uma ação, a qual foi acatada pela Justiça Federal de São Paulo, onde cobra que o Ministério da Educação comprove as revisões que por hora foram realizadas nas provas que apresentaram alguma inconsistência e como isso fora realizado.
No entanto, na última sexta-feira (24), o Ministério Público Federal pediu a suspensão dos calendários do Sisu, Fies e Prouni, pois estes utilizam as notas do referido exame. Além disso, o MP ainda quer que o INEP, responsável pelo exame, faça uma nova conferência nos gabaritos e uma auditoria no resultado do mesmo. A Advocacia Geral da União (AGU), também fez a sua parte e já recorreu da decisão no outro dia (25).
Pois bem, segundo o que fora divulgado pelo próprio Ministro, o “erro” prejudicou cerca de 5000 a 6000 estudantes e fora causado por uma falha na impressão dos cadernos de questões. Mas, devemos nos atentar que, as inscrições do Sisu vão até domingo (23h59) e em meio a tal vai e vem, suspende ou não suspende, ninguém sabe como proceder.
Enfim, a única coisa que se percebe nos atuais “tempos sombrios” da “República do Twitter” é que por lá, “eles” “estão mais perdidos do que cego em tiroteio”. Ah… e por consequência atirando sempre para um dos lados! A nós, cabe a expectativa (pois a esperança já morreu!) de tudo possa voltar ao normal, e que nossos estudantes possam ter os resultados de seus exames da forma mais transparente possível!
Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL e AMLJF
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