Close Menu
  • Capa
  • Geral
  • Cidade
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Fotos e Eventos
  • Empresas
  • Reviver
  • TV Folha Regional
Últimas

Paciente de Adamantina morre após passar mal durante viagem para tratamento contra o câncer

16 de abril de 2026

Fundo Social fortalece rede assistencial com distribuição de alimentos

16 de abril de 2026

DeMolay usa tribuna da Câmara de Adamantina em celebração aos 25 anos do Capítulo

16 de abril de 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram Vimeo
ADAMANTINA NET
  • Capa
  • Geral
  • Cidade
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Fotos e Eventos
  • Empresas
  • Reviver
  • TV Folha Regional
ADAMANTINA NET
Home»Manchetes»ARTIGO: O Carnaval e sua politização ao longo dos anos
Manchetes

ARTIGO: O Carnaval e sua politização ao longo dos anos

AdamantinaNETPor AdamantinaNET25 de fevereiro de 2020Atualizado2 de março de 20200
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

Uma breve análise sobre como algumas Escolas de Samba retrataram temas polêmicos ao longo do tempo

***

“Favela, pega a visão / Não tem futuro sem partilha / Nem messias de arma na mão / Favela, pega a visão / Eu faço fé na minha gente / Que é semente do seu chão.”

A VERDADE VOS FARÁ LIVRE – SAMBA-ENREDO – ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA – 2020

***

Quando se fala em carnaval, estamos nos referindo a uma das maiores festas populares ocorridas em nosso país. Há quem goste e quem não goste, mas o importante é que ela também é uma festa onde o “povo” também está representado através daquilo que pensa e acredita.

Nesse sentido, me ative a alguns fatos que ocorreram no primeiro dia dos desfiles das Escolas de Samba de São Paulo, algumas críticas foram explícitas nos diversos carros alegóricos e alas de algumas delas, aos nossos governantes. O mais curioso é que, ao longo do tempo diversos foram o temas ditos “polêmicos” que já circularam em nosso carnaval.

Para se ter uma ideia, diversos foram os momentos de proibições e censuras a carros e sambas-enredos. Devemos nos atentar que, até a década de 1930 as perseguições e mesmo proibições eram muitas, no entanto nos anos seguintes os carnavais deveriam retratar temas nacionalistas, haja vista a política nacionalista de Vargas.

Nos anos posteriores, o tom político e de resitência também ganhou ares e passou a ser retratado em muitas Escolas de Samba. Em algumas breves pesquisas nos sites de busca é possível encontrar muitas dessas situações, no entanto pontuei algumas das mais conhecidas. Vejamos

1 – Quilombo de Palmares – Salgueiro – 1960

Era a primeira vez que a escravidão era retratada em um desfile, o que deu o 1º título ao Salgueiro.

2 – Iemanjá no desfile da Império Serrano e São Clemente – 1966

Até então nenhum orixá ou sequer o candomblé havia sido mencionado em um samba-enredo, reafirmando as nossas matrizes africanas.

3 – Os “Heróis da Liberdade” da Império Serrano – 1969

A escola trouxe o samba-enredo “Heróis da Liberdade” numa clara crítica ao Regime Militar.

4 – Macobeba da Unidos da Tijuca – 1989

Em seu samba-enredo também havia uma metáfora clara em alusão ao Regime Militar, que ainda não havia terminado.

5 – Cristo Redentor proibido – Beija Flor – 1989

O carnavalesco Joãozinho Trinta pretendia trazer um dos carros com o Cristo Redentor de mendigo, ladeado por mendigos também. No entanto, o mesmo fora proibido em meio a ação movida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ainda assim, o Cristo desfilou coberto com um saco de lixo e com os dizeres, “Mesmo proibido, olhai por nós!”

6 – Betinho, no desfile da Império Serrano – 1996

Em tom de crítica ao Governo FHC.

7 – Crítica ao Agronegócio – Imperatriz Leopoldinense – 2017

A escola destacava em seu samba-enredo a destruição das terras e reservas indígenas, afetadas pelo agronegócio.

8 – O Presidente Vampiro e os Manifestoches – Paraíso do Tuiuti – 2018

A escola não economizou críticas ao Governo do então Presidente Michel Temer e nem aos manifestantes que pediram o Impeachment da ex-Presidente Dilma

9 – Críticas à Marcelo Crivella – Mangueira – 2018

Em um de seus carros o Prefeito do Rio de Janeiro, aparecia como um “Judas” e com os dizeres, “Prefeito, pecado é não brincar no carnaval”. Além disso, o Cristo de Joãozinho Trinta também foi retratado como dizeres, “Olhai por nós, o Prefeito não sabe o que faz.”

Nesse sentido, e destaco que, escrevo este breve texto no sábado, ainda temos 3 noites de carnaval para ver o que nos aguarda neste ano. Mas, já temos uma pista em meio a “Palhaço Presidenciável, “Marielle Franco” e “Faxineiras com passaporte”. Assim, seja aqui ou ali o Carnaval também é história, cultura, política e acima de tudo um “grito” das massas.

Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL e AMLJF
[email protected]

]

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Artigo anteriorUma pessoa fica em estado grave e duas feridas em acidente com “narguilé” em Adamantina
Próximo artigo Carro bate em poste na vicinal Adamantina/Lucélia e vítima sai ilesa

ADAMANTINANET
O PORTAL DE NOTICIAS DA CIDADE JÓIA
E-MAIL: [email protected]

Últimas
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Capa
  • Geral
  • Cidade
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Fotos e Eventos
  • Empresas
  • Reviver
  • TV Folha Regional
© 2026 AdamantinaNet

Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.