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Home»Cidades»ARTIGO: Eleições 2024 em Adamantina (parte final)
Cidades

ARTIGO: Eleições 2024 em Adamantina (parte final)

AdamantinaNETPor AdamantinaNET20 de maio de 2023Atualizado20 de maio de 20230
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FOTO: Drone / Folha Regional
FOTO: Drone / Folha Regional
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Tinha certeza que a primeira parte deste texto fosse render criticas, mas não com a pequenez demonstrada por alguns porta-vozes da política adamantinense. Sobraram piadinhas irônicas até para dois dos cidadãos que citei na lista de possíveis pré-candidatos ao cargo de prefeito em 2024, o que não é nem um pouco justo. 

       Qualquer brasileiro que esteja em pleno exercício dos seus direitos eleitorais e filiado a um partido político pode se colocar como pré-candidato ao cargo eletivo que bem entender. Feita a observação, continuemos com as nossas recordações sobre as eleições realizadas nos últimos 40 anos em Adamantina. 

      A volta triunfal de Galvão ao cargo de vereador (que lhe renderia o apelido de Sansão) mexeu com o brio de muita gente. Entre 2014 e 2015, as desavenças do edil com ex-aliados aumentariam ao ponto de ações por danos morais serem impetradas no Fórum de Adamantina, com algumas delas sendo julgadas procedentes pela justiça.  

      Em meados de 2015 (após denúncia anônima de desvio de cerca de 300 mil reais dos cofres municipais), representantes do MPSP fizeram a busca e a apreensão de computadores na prefeitura. Em 17 de novembro, Ivo Santos é afastado do cargo pela justiça local. No dia 02 de dezembro, decisão do TJSP devolve o mandato ao alcaide.  

      Enquanto acontecia o vai e vem na justiça, era instaurado processo de cassação por improbidade administrativa contra o prefeito na Câmara dos Vereadores. Resultado: em sessão extraordinária realizada no dia 22 de fevereiro de 2016, os vereadores cassaram o mandato de Ivo Santos. Naquele dia foi decidida a eleição que iria acontecer em outubro. Explico. 

      A cassação de Ivo Santos teve efeito devastador no grupo político que o elegeu. Para piorar, o vice Pacheco (que recolocaria a prefeitura nos trilhos em poucos meses de mandato) não quis disputar a reeleição. Ainda assim, pseudos articuladores políticos lançaram um candidato (que depois abandonariam à própria sorte). Com tudo conspirando a favor, a vitória de Márcio Cardim não foi surpresa para ninguém.  

      Logo os erros dos três primeiros anos da administração anterior começariam a ser usados como parâmetro para a avaliação do trabalho do novo governo. Por essa e por outras, o grupo político que havia vencido a eleição de 2012 decidiu não lançar candidato para prefeito em 2020. Com a oposição tradicional fora da disputa, Márcio Cardim não teve muitas dificuldades para ser reeleito prefeito. 

 

      Antes de encerrar, gostaria de deixar registrado alguns recortes que fiz sobre as eleições realizadas em Adamantina nos últimos 40 anos. Acredito que esses dados são interessantes e podem ter alguma utilidade em 2024. Vejamos: 

       O único grupo político que conseguiu emplacar três mandatos consecutivos de prefeito (1983 a 1996) tinha como principal líder o saudoso prefeito Sérgio G. Seixas. 

      Laércio Rossi, foi o primeiro prefeito a usufruir da lei de reeleição para cargos executivos aprovada em 1997. Eleito em 1996, foi reeleito em 2000, com apenas 67 votos de diferença para o adversário. Em 2004, não conseguiu fazer o sucessor.  

      Kiko Micheloni, em 2008, foi reeleito com 15.582 votos; a maior votação que um candidato a prefeito teve na história da cidade. Apesar do expressivo recorde de aprovação do seu governo, também não conseguiu fazer o sucessor. 

      Os erros cometidos por alguns integrantes da administração de Ivo Santos, foram cruciais na eleição de 2016. Dessa forma, Márcio Cardim, apoiado pelo grupo de Kiko Micheloni, foi eleito prefeito com 15.231 votos.  

      Em 2020, Márcio Cardim foi reeleito com 11.863 votos. A redução dos 3.368 votos do prefeito, têm algumas explicações: a grande abstenção de eleitores provocada pela pandemia da covid-19 (que também prejudicou o adversário) e um pequeno desgaste ocorrido nos primeiros quatro anos de mandato, o que seria normal. 

      Contudo, como explicar o crescimento de 54,78% no número de votos brancos e nulos de uma eleição para a outra? Em 2016, tivemos 1.034 votos brancos e 1224 nulos, em 2020 (mesmo com a grande abstenção) foram 1.633 brancos e 1.862 nulos.   

      A propósito, nas últimas eleições municipais disputadas por apenas dois candidatos os percentuais de votos obtidos pelos perdedores foram: Genildo dos Santos em 2008, 14,82% dos votos, Cícero Mortari em 2016, 18,53% dos votos e Marquinhos Lama em 2020, 22,11% dos votos.  

      Por fim, os votos dos servidores municipais foram decisivos no resultado de pelo menos quatro eleições municipais: 1988, 1992, 1996 e 2012. 

      Espero que este longo (e cansativo) texto, ajude os nossos amigos pré-candidatos nos objetivos que eles têm para 2024. Afinal, como bem disse o filósofo Heródoto, é necessário pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro. Até qualquer hora, caro leitor!  

        

 

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Por: Nivaldo Londrina Martins do Nascimento (Mtb-35.079/SP.)
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