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Home»Polícia»Polícia Civil aponta esposa como mentora do assassinato de fazendeiro; mulher está foragida
Polícia

Polícia Civil aponta esposa como mentora do assassinato de fazendeiro; mulher está foragida

AdamantinaNETPor AdamantinaNET26 de setembro de 20220
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Um homem, de 47 anos, que não teve o nome divulgado pela Polícia Civil, foi preso de forma temporária, nesta segunda-feira (26), por suspeita de participação na tentativa de homicídio do fazendeiro Airton Braz Paião, de 54 anos, junto com o soldado policial militar Marcos Francisco do Nascimento, de 30 anos, na última quarta-feira (21) em Iepê (SP).

Conforme informações do delegado responsável pelo caso, Henrique Gasques, há ainda um mandado de prisão contra Elisângela Silva Paião, de 47 anos, esposa do fazendeiro e possível autora intelectual do crime.

Ela não esteve presente no velório do marido e, segundo o delegado, esse fato chamou a atenção dos policiais. Elisângela está foragida e a Polícia Civil pede à população que seja informada pelo telefone (18) 3264-1333, caso saiba do paradeiro da envolvida.

Ainda conforme a polícia, a foragida “possivelmente” teria um relacionamento extraconjugal com o policial militar.

Os mandados de prisão temporária valem por 30 dias, podendo ser prorrogados por igual período.

Tentativa de homicídio

Na última quarta-feira (21), o homem de 54 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio no km 116 da Rodovia Jorge Bassil Dower (SP-421), em Iepê. Ele levou quatro disparos na região da cabeça e foi esfaqueado nas costas.

Conforme o delegado, a vítima parou na rodovia para prestar socorro a um carro que, supostamente, estava quebrado e foi surpreendido por duas pessoas.

A caminhonete dele e um celular foram levados. O veículo foi localizado na última quinta-feira (22).

O homem foi encaminhado para a Santa Casa de Presidente Prudente (SP).

Crime consumado

O soldado policial militar Marcos Francisco do Nascimento, de 30 anos, assassinou o fazendeiro Airton Braz Paião, de 54 anos, e depois se suicidou, na manhã deste sábado (24), na Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente.

Em nota oficial, a Santa Casa informou que o policial havia entrado no hospital para fazer uma visita a um paciente internado. Na ocasião, o soldado matou o paciente e, em seguida, suicidou-se, a tiros.

Segundo a Polícia Civil, o soldado disparou, na manhã deste sábado (24), dois tiros contra o paciente internado no hospital e, em seguida, se matou com um tiro na cabeça.

A arma usada pelo policial foi apreendida e será periciada.

Quando chegou ao hospital, o soldado Marcos Francisco do Nascimento disse na portaria que era policial e que queria conversar com o paciente Airton Braz Paião. Já no quarto hospitalar, o policial falou com uma irmã do paciente e disse à mulher que queria conversar com a vítima. Na sequência, Nascimento fez os disparos que mataram Paião e se suicidou.

A perícia da Polícia Científica recolheu a arma usada pelo policial militar, uma pistola de calibre .40, com um carregador e quatro cápsulas deflagradas.

Junto ao corpo do policial militar, foi encontrada uma carta manuscrita, que também foi apreendida.

Ainda foram recolhidos documentos pessoais e a quantia de R$ 32 em dinheiro que estavam com o soldado.


O delegado Carlos Henrique Bernardes Gasques contou, em entrevista, que inicialmente o caso ocorrido na quarta-feira (21), em Iepê, era tratado como um roubo seguido de lesão corporal grave, ou uma tentativa de latrocínio.

Através de imagens de uma câmera de monitoramento, a Polícia Civil conseguiu identificar, nesta sexta-feira (23), que um veículo de propriedade do policial militar tinha sido utilizado no crime em Iepê.

O soldado prestou depoimento à Polícia Civil e negou envolvimento com o crime em Iepê. Ele disse, segundo o delegado, que não estava com seu veículo na quarta-feira (21). Depois de ouvir o soldado, a Polícia Civil decidiu liberá-lo, já na madrugada deste sábado (24).

Ainda segundo o delegado, o policial militar era morador de Londrina (PR) e trabalhava em uma unidade da Polícia Militar do Estado de São Paulo na cidade de Iepê. Quando estava em trabalho, ele dormia na própria unidade policial.

A Polícia Civil relatou que não tinha registro de ocorrência contra o soldado nem relato de violência por parte dele ou notícia de que apresentava problemas na cidade de Iepê.




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POR: g1 Presidente Prudente - FOTOS: Redes Sociais / Reprodução g1
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