Um breve relato sobre a demora na vacinação brasileira contra o Covid-19
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“Para toda vacina há um estudo; e para cada cientista, uma população que anseia por seus resultados.”
Paulo Ricardo Zargolin
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Nos últimos dias dos atuais tempos vacinais, o Plano São Paulo, de “João, o Dória”, está ganhando os holofotes. E há quem diga que o “homem” pretende subir a rampa do Planalto em 2023. Por outro lado, os gastos com alguns “gêneros de nenhuma necessidade”, de “outro político” tem incomodado uma grande parcela da população. Parece… Só parece… Que o “leite está azedando!” No entanto, sigamos! Afinal, quem vive de espera é ponto de ônibus!
Dando uma olhada aqui e ali nos sites de notícias, eis que deparo com a manchete: “Vacinação contra a covid-19: no ritmo atual, Brasil demoraria mais de quatro anos para alcançar imunidade de rebanho”. Uma matéria produzida pelo jornalista da BBC News em São Paulo, André Biernath.
Segundo os dados levantados pelo site, o Brasil ainda “engatinha” no quesito vacinação. Desde a primeira enfermeira a ser vacinada até 28 de janeiro, data da atualização utilizada na matéria em questão, o país vacinou apenas 1.129.885 pessoas, o que dá uma média de 94.157 pessoas/dia, levando em consideração os 12 primeiros dias.
De fato, nesse ritmo demoraríamos cerca de 4 anos para vacinar a população brasileira, tendo em vista as duas doses que devem ser tomadas. Alguns pesquisadores apontam que as 6 milhões de doses já deveriam ter sido aplicadas e tantas outras já deveriam se iniciar.
Só para se ter uma ideia, para atingirmos a tal imunidade de rebanho, os cientistas apontam que cerca de 70 a 90% da população deve estar vacinada. Pois bem, vacinamos apenas 0,68% disso tudo. Além disso, é preciso lembrar que novas variantes estão surgindo e torna-se necessário quebrar a cadeia de transmissão do vírus o quanto antes.
Enfim, como sabemos ainda carecemos com inúmeros problemas logísticos, políticos, diplomáticos etc. No entanto, precisamos o quanto antes que tais “pendengas” sejam resolvidas por quem de direito, afinal “eles” estão lá para isso, e não apenas para as fotos com esta ou aquela vacina.

