Aristóteles, felicidade e política nos dias atuais
Um breve relato sobre o filósofo Aristóteles e alguns de seus conceitos
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“A política não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça.”
Aristóteles
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Nos últimos dias, dos atuais tempos alvacentos, pré-vacinais, chegamos aos 45 do segundo tempo do ano de 2020. Um ano que ficará guardado na memória de todos nós. Infelizmente pelo seu lado ruim, com todas as perdas e desencontros! No entanto, cá estamos nós, portanto sigamos em frente!
Pois bem, dando uma olhada neste ou naquele site, eis que me deparo com um artigo versando sobre o tema “felicidade”. O mais interessante é que ele relacionara o tema a partir da ótica de alguns filósofos ao longo da história. Interessante e curioso ao mesmo tempo, pois é como dizem: Se me perguntam, eu sei… Mas se me pedirem para descrever, não sei!
O texto traz inúmeras referências aos teóricos pré-socráticos, clássicos, medievais, entre outros. No entanto, me atenho ao ponto de vista de Aristóteles que viveu por volta de 384 a.C. a 322 a.C, em seu livro ”A ética a Nicômaco”, diferentemente de Platão, seu mestre, ele aponta para a necessidade de “elementos básicos”, como: Boa saúde, liberdade (ao invés da escravidão) e uma boa situação socioeconômica, para que uma pessoa possa ser feliz.
Por outro lado, Aristóteles também relaciona a atividade pensante, a maior virtude de nossa alma racional, a felicidade (intelectual). Ou seja, o ato de nos dedicarmos ao “exercício do pensamento”, segundo ele, se identificaria com a própria “felicidade”.
Da mesma forma, Aristóteles também transpõe suas ideias para o campo prático. Para ele a “política” deve ser vista como uma extensão do conceito de “ética”, só que neste caso aplicado ao “público”. Assim, seria uma “função do Estado” criar condições para o cidadão ser feliz!
É claro que tantos outros filósofos acrescentaram e/ou discordaram de tais considerações, alguns vinculando a suas próprias correntes e ou credos, outros apontando novas considerações e “olhares”, se aproximando do que conhecemos hoje. No entanto, me atenho a alguns pontos sobre a “felicidade em Aristóteles”, que como já sabemos, estamos um tanto quanto bem distantes do que ele teorizou um dia.
Sobre a tal “felicidade”, da forma como Aristóteles um dia conceituou, atualmente é apenas mais uma “letra morta” em nossas legislações e afins. Afinal está tudo lá, “no papel”, basta dar uma breve lida em nossa Constituição Federal, especificamente no Título II (Dos direitos e garantias individuais). Mas, infelizmente como já sabemos, a função do Estado mudou um pouquinho desde lá, além do que também já sabemos: “O personagem feliz” na história toda, hoje é outro! É só conferir e constatar! Sto epómeno!
Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL e AMLJF


