
Para esta primeira edição impressa de 2026, o Jornal Folha Regional traz uma entrevista exclusiva com o reitor do Centro Universitário de Adamantina (FAI), Prof. Dr. Alexandre Teixeira, que faz uma análise ampla de sua gestão, abordando os principais avanços alcançados no primeiro mandato e os desafios que marcam o novo mandato – o segundo consecutivo, iniciado em julho de 2025 ao lado do vice-reitor, Prof. Dr. Wendel Cleber Soares. Entre os destaques estão a modernização do ensino, o fortalecimento da pesquisa e da extensão e o equilíbrio financeiro da instituição. Acompanhe!
FOLHA – Como analisa o seu primeiro mandato e quais foram os três principais avanços alcançados pela Instituição nesse período?
PROF. DR. ALEXANDRE – Nosso primeiro mandato foi desafiador, devido ao cenário pós-pandemia, mas de profunda transformação para o Centro Universitário de Adamantina (FAI), preparando a instituição para o futuro com base em três grandes avanços.
A modernização do ensino, com a atualização das matrizes curriculares, o fortalecimento da preparação para o ENADE, a adoção de metodologias ativas e a ampliação do uso de tecnologias educacionais, garantindo maior qualidade na formação dos alunos.
O fortalecimento da pesquisa, da pós-graduação e da extensão, que resultou em um crescimento expressivo da iniciação científica, ampliação de bolsas, consolidação da curricularização da extensão e milhares de atendimentos anuais à comunidade regional.
O equilíbrio financeiro aliado a investimentos estratégicos em infraestrutura e inovação. Isso incluiu a implantação da usina fotovoltaica, que tornou a Instituição autossuficiente em energia, e a modernização de laboratórios, clínicas e sistemas administrativos, posicionando a FAI como mais eficiente, sustentável e preparada para o futuro.
Em resumo, foi um mandato de base: organizamos a casa, modernizamos processos e deixamos um caminho estruturado para o próximo ciclo de melhorias.

FOLHA – Por que, ao lado do Prof. Dr. Wendel Soares, decidiu buscar a reeleição e ter a oportunidade de um segundo mandato no comando da FAI?
PROF. DR. ALEXANDRE – A decisão de buscar a reeleição, ao lado do Prof. Dr. Wendel Cleber Soares, nasce da nossa convicção de que o projeto de transformação que iniciamos no Centro Universitário de Adamantina (FAI) precisa de continuidade para ser plenamente consolidado. Ainda há etapas estratégicas a serem concluídas, especialmente no aprofundamento da qualidade do ensino, na consolidação da pesquisa e pós-graduação, na ampliação responsável da extensão e na manutenção da sustentabilidade financeira que conquistamos.
Além disso, a parceria entre a Reitoria e a Vice-Reitoria provou-se sólida, técnica e equilibrada. Essa sinergia nos permitiu tomar decisões responsáveis e manter um diálogo permanente com a comunidade acadêmica, resultando em avanços estruturais relevantes. Portanto, um segundo mandato representa a oportunidade de assegurar a estabilidade institucional, executar as diretrizes já planejadas e consolidar a FAI como uma instituição moderna, socialmente comprometida e preparada para os desafios do futuro.

FOLHA – Como estão as finanças da FAI e quais medidas foram adotadas para garantir o equilíbrio das contas, baseadas no fechamento do orçamento 2025? E qual a previsão orçamentária para 2026?
PROF. DR. ALEXANDRE – As finanças do Centro Universitário de Adamantina (FAI) encontram-se equilibradas e sob rigoroso controle. Prova disso é que, conforme demonstrado no fechamento do orçamento de 2025, registramos um crescimento acumulado superior a 105% na disponibilidade de caixa entre 2021 e 2025, mesmo com investimentos expressivos da ordem de R$ 30 milhões em infraestrutura e tecnologia.
Para garantir esse equilíbrio, foram adotadas as seguintes medidas estruturais: A implantação da usina fotovoltaica, que assegura uma economia média de aproximadamente R$ 77 mil mensais em energia elétrica; A revisão e adequação das matrizes curriculares, com redução acumulada de 3.021 horas-aula e uma economia projetada de R$ 371,5 mil anuais na folha docente; Ações de combate à inadimplência, o aumento da taxa de permanência estudantil e a ampliação das matrículas.
Nossas finanças são conduzidas com responsabilidade, planejamento e foco na sustentabilidade. Com base no fechamento oficial do exercício, em 2025, registramos R$ 96.829.149,54 e, para 2026, a previsão orçamentária é de R$ 105.000.000,00, conforme os instrumentos formais da Instituição.
Nosso compromisso é manter esse equilíbrio com previsibilidade e transparência, por meio de uma gestão eficiente de custos e de decisões responsáveis que sustentem a qualidade acadêmica e os serviços à comunidade.

FOLHA – Se houver previsão de investimentos para este ano, quais os principais?
PROF. DR. ALEXANDRE – Sim. Para este ano, o Centro Universitário de Adamantina (FAI) mantém a previsão de investimentos estratégicos, mesmo dentro de um cenário orçamentário responsável. Nossa prioridade são ações que tragam ganho estrutural, eficiência financeira e impacto direto na qualidade do ensino.
Entre os principais investimentos previstos, destacam-se: A continuidade da modernização da infraestrutura acadêmica, com melhorias em laboratórios, clínicas-escola e ambientes de ensino; A ampliação e atualização de tecnologias educacionais e sistemas digitais de gestão; Investimentos em sustentabilidade, como a consolidação dos ganhos da usina fotovoltaica e estudos para novas ações de eficiência energética e hídrica; O fortalecimento das áreas de ensino, pesquisa e extensão, com apoio a projetos acadêmicos e programas estratégicos.
Todos esses investimentos serão realizados respeitando os limites fiscais e a prioridade absoluta à sustentabilidade financeira da Instituição.
Investimento, para nós, é aquilo que melhora a experiência do estudante, fortalece a segurança e prepara a Instituição para o início e a continuidade do ano letivo com qualidade.

FOLHA – O que será prioridade neste ano de 2026 e também no segundo mandato?
PROF. DR. ALEXANDRE – Em 2026, nossa prioridade imediata é garantir um início de ano letivo com organização, acolhimento, qualidade acadêmica e pleno funcionamento dos serviços, especialmente por estarmos em fase de matrícula e com as aulas começando em 9 de fevereiro.
No segundo mandato, as prioridades seguem as diretrizes do nosso planejamento institucional: fortalecer o ensino, consolidar avanços em pesquisa e pós-graduação, ampliar o impacto da extensão, continuar a modernização da gestão, e realizar melhorias em infraestrutura e tecnologia, sempre com responsabilidade financeira e com foco no papel público da FAI e no atendimento à comunidade.
Vamos seguir com uma gestão que planeja, executa e monitora resultados — e que entrega melhorias concretas para quem mais importa: o estudante e a comunidade que a FAI atende.
Por Folha Regional Adamantina


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