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ARTIGO: Sem anistia

Por AdamantinaNET 08/01/2025 15:50
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Por: Nivaldo Londrina Martins do Nascimento (MTb 35.079/SP.)

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Aos amigos Alcio Ikeda e José Mario, dedico;

“A liberdade, Sancho, é um dos mais preciosos dons que os homens receberam dos céus. Com ela não podem igualar-se os tesouros que a terra encerra nem que o mar cobre; pela liberdade, assim como pela honra, se pode e deve aventurar a vida, e, pelo contrário, o cativeiro é o maior mal que pôde vir aos homens. ” (Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, em 1605).

 

Depois de alguns desencontros, no dia 6 de dezembro, finalmente lançamos o livro Registros para olhares mais atentos. O evento, que aconteceu no auditório do curso de medicina da FAl, chamou a atenção pela presença de pessoas de diferentes segmentos da sociedade. Essa diversidade social/ideológica interagindo num mesmo espaço físico mostrou, na prática, que o diferente pode nos ensinar muitas coisas, e que o respeito ao pensamento do outro continua sendo uma das maiores virtudes do ser humano.

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Foram muitos depoimentos de amigos sobre as nossas ações em busca do bem-estar coletivo e confesso que em alguns momentos foi difícil de segurar as lágrimas. Realmente foi uma noite linda, onde todos tiveram a oportunidade de expressar a sua opinião a respeito dos mais diferentes assuntos. Entretanto, por conta da emoção vivida, acabei cometendo dois erros que estão me tirando o sono. Vejamos o primeiro. Muitas pessoas têm curiosidade em saber o porquê do meu apelido ser Londrina. Pois bem, não nasci, nem nunca morei na outrora Capital Mundial do Café.

Recebi a alcunha em 1984, num jogo de futebol em Adamantina. Explico. Num torneio, saiu um pênalti a favor da equipe que eu estava defendendo. Como o goleiro do time adversário era Ricardo Sacomam (Cado), famoso por pegar penalidades, meus colegas ficaram com “receio” de assumir a responsabilidade. Fui lá e pimba. Ricardo para um lado e bola para o outro. José Mário Toffoli, que transmitia o jogo, quis saber o nome do autor da cobrança do pênalti. Poucas pessoas me conheciam, mas alguém que estava na arquibancada assistindo ao jogo, gritou: -esse jogador veio de Andradina.

Na segunda-feira, num programa de esportes, que tinha grande audiência na Nova Alta Paulista, o competente radialista, ao comentar o jogo, se equivocou e disse que eu era de Londrina. Não deu outra. Fiquei bravo e o apelido pegou. A partir daquele momento, o conhecido jogador Branco de Andradina, passou a ser Londrina em Adamantina. Como José Mário estava no lançamento do livro, pensei em pedir ao velho amigo que contasse essa história às pessoas presentes, mas por um lapso de memória não o fiz.

O segundo erro que cometi está ligado ao trecho do livro Dom Quixote que abre este texto. Momentos antes do evento, ganhei do amigo Alcio Ikeda uma lembrança das instituições que garantem aos brasileiros os direitos fundamentais estabelecidos na Constituição Federal, entre os quais o da liberdade. Falhei ao não falar do simbolismo existente no presente recebido, e perdemos a oportunidade de discutir a importância do Estado Democrático de Direito. Vida que segue. Mas sem anistia para quem ataca a democracia. O filme Ainda estou aqui, diz muitas coisas.

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