
Dez dias após assumir o comando da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, a médica infectologista adamantinense Luana Araújo decidiu se demitir do cargo.
A gabaritada profissional foi nomeada e anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga no dia 12 de maio. E no último sábado (22) o Ministério da Saúde anunciou sua saída.
O motivo pelo qual a médica pediu a exoneração não foi revelado pelo MS, que por meio de nota informou apenas: “O Ministério da Saúde informa que a médica infectologista Luana Araújo, anunciada para o cargo de secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, não exercerá a função. A pasta busca por outro nome com perfil profissional semelhante: técnico e baseado em evidências científicas. A pasta agradece à profissional pelos serviços prestados e deseja sucesso na sua trajetória”.

Quatro dias depois de sair do cargo (26 de maio), a CPI da Covid em andamento no Senado Federal aprovou a convocação da ex-secretária extraordinária e outras 17 pessoas, entre governadores e vice. Mas as datas dos depoimentos não foram anunciados na oportunidade.
A adamantinense é filha do médico ortopedista José Carlos Araújo e da professora Zélia Araújo, proprietária da escola infantil Pinguinho de Gente, que funcionava em frente ao Parquinho do Foguete. Ela é formada na Universidade do Rio de Janeiro e lá também fez residência médica em Infectologia, sendo ainda pós-graduada em Epidemiologia na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.


