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Home»Geral»Ministério Público questiona governo de SP sobre falta de atenção com projeto da USP que criou respirador de baixo custo
Geral

Ministério Público questiona governo de SP sobre falta de atenção com projeto da USP que criou respirador de baixo custo

AdamantinaNETPor AdamantinaNET12 de maio de 20200
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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pediu esclarecimentos ao governo do estado nesta segunda-feira (11) sobre o motivo para não implementar o uso dos respiradores de emergência desenvolvidos pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) no combate à pandemia do coronavírus.

Engenheiros Poli desenvolveram um ventilador pulmonar para uso em emergências com tecnologia e componentes nacionais. O resultado é de um equipamento produzido em até duas horas e 15 vezes mais barato dos que os aparelhos disponíveis no mercado. O aparelho foi aprovado nos testes técnicos e foi enviado para aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O MP-S recomendou a implementação do projeto pela gestão João Doria (PSDB) e não obteve retorno. Por esse motivo, a promotora Dora Martin Strilicherk, da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos – Saúde Pública enviou ofícios em que o Governo do Estado e a Secretaria Estadual da Saúde sobre o motivo para que o projeto não tenha recebido atenção por parte do poder público.

A promotora argumenta que o Governo vem negociando a importação de um único respirador por cerca de R$ 220 mil, enquanto um ventilador do Projeto Inspire tem custo aproximado de R$ 2 mil – o governo comprou três mil aparelhos da China por US$ 100 milhões, o equivalente a R$ 550 milhões.

Dora Martin Strilicherk acrescentou que “mesmo sem aprovação da Anvisa, o gestor tem obrigação legal de demonstrar que utilizou todos os meios possíveis (humanos e materiais) para salvar pacientes infectados pelo coronavírus (…)” e pediu que também seja informado o número de ventiladores que o estado de São Paulo precisa.

O G1 questionou se o governo do estado gostaria de se posicionar. O governo respondeu que está avaliando soluções para ventilação mecânica, inclusive junto à Escola Politécnica.

Parceria com a Marinha

Na sexta-feira (8), a USP e o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo fecharam um acordo para iniciar a produção em escala do ventilador pulmonar emergencial.

“Essa pandemia mostrou que há a necessidade de o país ter sua indústria, sua própria tecnologia. Não podemos ser dependentes”, disse o reitor da universidade, Vahan Agopyan, em visita às instalações do Centro Tecnológico.

De acordo com a Marinha, o espaço tem capacidade para produzir entre 25 e 50 ventiladores pulmonares por dia, e a previsão é que em duas semanas os primeiros aparelhos possam ser distribuídos.

“Exatamente hoje, dia 8 de maio, a USP e a Marinha completam 64 anos de uma longa e produtiva parceria. Essa data é ainda mais especial neste momento crítico que estamos vivendo, diante da grave ameaça à população mundial”, disse o vice-almirante Noriaki Wada, diretor do Centro Tecnológico na ocasião da visita.

O convênio teve início em 1956, quando a Marinha decidiu se associar a uma grande universidade para condução de suas pesquisas. O resultado foi a criação do primeiro curso de Engenharia Naval do país, oferecido pela Poli.

 

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POR: G1 São Paulo
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