Com foco em inclusão e reabilitação, FAI realiza 9ª edição do Arraiá da Fisioclínica
Das 08h às 12h30, o espaço deixou de ser apenas um ambiente acadêmico para se tornar palco de uma importante etapa do tratamento de dezenas de pacientes: a integração e a socialização.
De acordo com a coordenadora do curso de Fisioterapia, Prof.ª Dra. Leandra Navarro Benatti, o evento marca de forma essencial o encerramento do semestre letivo, proporcionando aos universitários a chance de visualizar os resultados do trabalho clínico em um ambiente descontraído.
“A nossa tentativa é sempre colocar os pacientes para realizarem danças, participarem de atividades lúdicas e que, sem eles perceberem, sem uma consciência, estão realizando os movimentos que a gente trabalha durante a reabilitação”, detalha a coordenadora. “E os nossos alunos também têm esse momento de acompanhar os pacientes fora da clínica, num momento do dia a dia, em que participam com alegria e entusiasmo.”
Inclusão na Prática
A cada ano, a organização do Arraiá busca aprimorar a acessibilidade e fortalecer a inclusão comunitária. A responsável técnica (RT) da Fisioclínica e supervisora da área de Fisioterapia Neurológica, Prof.ª Patrícia Ferraz Braz, explica que a atividade foi idealizada para que a funcionalidade adquirida pelos pacientes nas macas e equipamentos da clínica ganhe significado na vida real.
“A ideia é que os alunos e os pacientes possam interagir em um momento de evento social, para que a funcionalidade que a gente conquista dentro da clínica seja aplicada, viabilizada e sentida realmente dentro de uma situação que é normal na vida de todo mundo, no sentido de cotidiano, de comunidade”, ressalta a Prof.ª Patrícia.
Uma das dinâmicas que ilustrou perfeitamente essa união foi a quadrilha e o bingo. Para garantir que todos pudessem se divertir no mesmo ritmo, os estudantes permaneceram ao lado dos pacientes, auxiliando os que possuíam alguma dificuldade.
“Dessa forma, a gente consegue que todos participem e um reconheça no outro as limitações e as facilitações que são importantes para que a gente mantenha uma comunidade mais ativa e inclusiva”, completa a RT da Fisioclínica.
Além do aspecto terapêutico, o IX Arraiá da Fisioclínica funcionou como um grande laboratório de competências profissionais para os estudantes da FAI. A elaboração e execução da festa demandaram intensa colaboração institucional.
A Prof.ª Dra. Leandra Benatti enfatiza que a organização do evento envolveu um trabalho conjunto, integrando desde docentes e discentes até a equipe de serviços gerais de todas as instâncias da FAI. “É uma festa, e, para ela acontecer, envolve um trabalho em equipe que a gente valoriza bastante, estimulando os alunos a trabalharem dessa forma, desenvolvendo a habilidade de construção coletiva”, finaliza a coordenadora.
Por Gustavo Amaral
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