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ADAMANTINA: Vídeo mostra homem com réplica de arma em pátio de posto


Falsa arma era idêntica à “.40” utilizada pela Polícia Militar e dificilmente seria distinguida por policiais

Um vídeo obtido com exclusividade pelo jornalismo portal Adamantina Net revela os últimos momentos de vida do homem morto após sacar uma réplica de arma de fogo na presença de policiais militares na manhã deste domingo (27) em Adamantina.


Ele conversava no pátio de um posto na companhia de outros quatro homens e após se dirigir ao pé do ouvido de um deles, saca o objeto da cintura e caminha em direção à via.


Ao notar a retirada da réplica de arma da cintura, dois dos quatro homens que o acompanhavam tentam impedi-lo, mas sem sucesso.


O vídeo mostra ainda que um dos acompanhantes coloca a mão sobre a cabeça, o que leva a crer que possivelmente, ele teria previsto que algo de errado ou ilícito seria praticado pelo homem.



São cerca de 19 segundos de imagens que não mostram o desfecho da ação, porém, sabe-se que momentos após, ele se envolveria na situação que teve como consequência a sua morte.  

ASSISTA AO VÍDEO

 

POLÍCIAL AGIU EM LEGÍTIMA DEFESA, AFIRMA O 25º BATALHÃO

De acordo com o Setor de Comunicação da Polícia Militar, os policiais foram acionados via 190 com informações de que o homem que estaria no posto de combustíveis localizado na Avenida Rio Branco, estaria apontando uma arma de fogo para as pessoas que ali estavam presentes.

Com a chegada da equipe no local, durante a abordagem, o rapaz se recusou em ser revistado, “colocando as mãos na cintura, para sacar uma arma de fogo, instante em que foi advertido para que não o fizesse”.

“Pelo fato dele não atender a ordem e prosseguir na tentativa de sacar a arma, o policial militar sacou de sua arma e em legítima defesa, visando resguardar a sua vida, a dos demais policiais e inclusive das pessoas que estavam nas proximidades, desferiu dois disparos em direção da pessoa”, explicou a corporação.

Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas teve óbito constatado ao dar entrada no Pronto Socorro.

Somente após toda a situação, foi obtida a informação de que a arma se tratava de um simulacro, ou seja, de uma réplica idêntica de arma.


“DIFICILMENTE SERIA POSSÍVEL DISTINGUIR ARMA FALSA DE REAL”, DIZ ESPECIALISTA EM ARMAS

A reportagem do Adamantina Net consultou um especialista em armas, que disse que na situação, dificilmente seria possível distinguir se a arma era real ou não, inclusive por tratar-se de uma ocorrência em que a iluminação do local ainda era a artificial, ou seja, feita por lâmpadas e postes durante o amanhecer, por volta das 5h50.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. A Polícia Militar também instaurou um procedimento próprio.


 

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