Projeto de lei do plano de carreira do magistério é retirado da votação, para maiores estudos
Aconteceu na manhã desta terça-feira (28), no auditório do campus II da UniFAI, a sessão extraordinária da Câmara Municipal de Adamantina.
Na pauta, oito projetos de lei, dois deles de maior repercussão: o Projeto de Lei Complementar (PLC) Nº 13/2021, de autoria do prefeito municipal, que “Reorganiza o Plano de Carreira e Remuneração do Magistério Público Municipal de Adamantina e dá providências correlatas”, que foi retirado da pauta de votação para maiores estudos, e o PLC Nº 23, de 13 de dezembro de 2021, também de autoria do prefeito municipal, que propõe a criação da nova Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, aprovado em primeira discussão por 5 x 3. Votaram contra a criação do novo órgão municipal os vereadores Alcio Ikeda, Bigode da Capoeira e Rafael Pacheco, todos do Podemos. Aprovado, o PLC exige agora uma nova votação que ocorrerá em sessão extraordinária nesta quarta-feira, dia 29, às 14h00.
A sessão ocorreu no auditório da UniFAI em razão de reparos no plenário da Câmara Municipal.
O plenário estava lotado com a presença de professores vestindo roupas pretas e empunhando faixas com dizeres como “O valor de um professor não tem a ver com dinheiro. Respeitem a nossa carreira.” e “Educação de qualidade se faz com a valorização dos professores.”
Quando o PLC Nº 13/2021 entrou em votação, o vereador Hélio dos Santos (PL) – líder do prefeito Márcio Cardim na Câmara – pediu sua retirada, para maiores estudos. Essa condição é prevista no Regimento Interno do legislativo (RI) e o pedido aprovado por unanimidade, no Plenário.
A retirada era um dos pedidos dos educadores diretamente atingidos pela medida e é comemorada pelo grupo, que espera agora novas oportunidades de diálogo sobre o teor e reflexos da proposta legislativa. Nesta segunda-feira (27), vestindo roupas pretas, os profissionais da educação estiveram reunidos com os vereadores onde pediram a rejeição ao PLC ou sua retirada da pauta de votação. O grupo avalia que a pressão da categoria e a adesão da comunidade pesaram para essa nova movimentação construída pelo próprio poder executivo, uma semana depois de pedir urgência para a votação do tema.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Hélio, disse por sua vez que essa possibilidade de retirada já havia sido mapeada anteriormente, mesmo com o recente pedido de urgência, às vésperas do Natal, assinado pelo prefeito Cardim.
Os vereadores usaram a tribuna e alguns criticaram o projeto e a maioria se mostraram favoráveis as reivindicações dos professores.
Com informações do sigamais – Foto: Reprodução