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Cidades

Produtor de Adamantina aposta na diversificação e expansão do mercado de pimentas

Por AdamantinaNET 26/05/2021 08:25
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Filho de agricultores, Narciso Antonio da Silva desde os 11 e 12 anos de idade já se encantava por pimentas cultivadas entre os cafezais na região de Pompeia, onde vivia com a família oriunda de Adamantina, na Alta Paulista.

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Ele cresceu, foi para a capital paulista, se formou em técnico agrícola, mas trabalhou muitos anos no comércio como vendedor, prestando assistência técnica e desempenhando outras atividades bem distantes do seu mundo de criança. “Eu tinha 11, 12 anos e sempre ficava maravilhado com as pimenteiras cultivadas ao longo do cafezal”, reforça.

Mas, aos 52 anos, de volta à Adamantina, pesquisou, foi atrás de novos conhecimentos e fez a opção que mudaria sua vida: arrendou quatro hectares de terra e passou a cultivar pimentas, as mais variadas.

Há dez anos na atividade, Narciso não tem nenhum arrependimento na aposta no crescimento dessa cadeia. “O mercado está em plena expansão, muitas variedades tornaram-se mais conhecidas pelos consumidores e muitos estão agregando valor com pequenas agroindústrias que foram surgindo nos últimos dez anos”, conta.

Ele planta desde a Biquinho, de sabor suave e muito apreciada, passa pela também conhecida Dedo-de-moça, e vai para outras que cresceram no mercado brasileiro, como a Jalapeño, de origem mexicana, que se tornou a mais usada na fabricação de diversos molhos; até as mais ardidas e que têm público mais específico, como a Scorpion (segunda em grau de ardência), a BhutJolokia, terceira mais forte, e a Habanero, a quarta na posição.

“Em 2021, vou cultivar 5 mil pés da Carolina Reaper, que é a primeira no ranking das mais ardidas”, conta Narciso. “Eu compro as mudas que são cultivadas em viveiro ‒ é melhor deixar esta etapa na mão de quem entende ‒, os viveiristas são experientes no que fazem e produzem mudas sadias, por encomenda de cada produtor”, ensina o produtor.

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“O Brasil inteiro produz pimenta, geralmente em pequenas propriedades, e são cultivadas desde as mais comuns, como a Comari, a Malagueta, a Bode Vermelha e Bode Amarela, Biquinho, Dedo-de-moça, de Cheiro, até outras”, explica Narciso, que constantemente troca ideias e conhecimentos com o engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Adamantina, Maurício Konrad.

“Ele me ensina e eu ensino a ele para que repasse a outros este conhecimento que fui adquirindo ao longo dos anos. Há muita demanda por informação, já que a pimenta é boa alternativa para pequenas áreas. Eu procuro sempre estar informado sobre manejo, tecnologias e também novas demandas de mercado, uso as informações obtidas tanto no Estado de São Paulo, com técnicos e outros produtores, como em outras localidades fora do estado para quem eu também vendo”, complementa.

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