Síndrome respiratória aguda grave
As internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no ano totalizaram 576.643. Deste total, 295.950 foram por covid-19, o equivalente a 51,3%. Outros 86.048 estão em investigação, e, caso confirmadas, respondem por mais 15% do total.
Em relação ao perfil, 51% dos hospitalizados por SRAG possuíam 60 anos ou mais, 43% eram mulheres e 57% eram homens. Na distribuição por raça e cor, 32,6% eram pardos, 31,7% bancos, 4,7% pretos, 1% amarelos, 0,3% indígenas e 29,6% não foram identificados.
As mortes por SRAG somaram 152.346 até agora. Desse montante, 104.065 (68,3%) foram em função da covid-19. Outras 3.473 (2,3%) ainda estão em investigação. Nesse grupo, há maior presença de idosos (72,6%), mas se mantém a proporção por gênero. No recorte de raça e cor, aumentam os índices dos pardos (36,2%) e pretos (5,2%) e caem os brancos (29,3%). Foram notificados também 1,1% amarelos, 0,4% indígenas e outros 27,7% não foram identificados.
Testagem
Desde o início da pandemia, foram distribuídas 5.723.484 reações para testes laboratoriais (RT-PCR). Deste total, 2.142.265 foram analisados. A média geral de realização de exames está em 84.664 por semana. Em relação ao tempo de processamento, 67,2% foram analisados em até dois dias e 20,3% no período de três a cinco dias.
Montados para receberem pacientes com covid-19, os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, estão sem pacientes internados. As duas unidades estão abertas por força de decisão judicial.
Segundo a Secretaria estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES), as unidades Maracanã e São Gonçalo permanecem abertas, com plantão de 15 profissionais da área de saúde, para atender os pacientes, “o que não se revelou necessário até o momento em função dos baixos índices de ocupação e por haver vagas disponíveis para atendimento de covid-19 na rede regular de saúde”.