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“Fomos procurados pelo governo russo”, diz diretor do Instituto Butantan

Por AdamantinaNET 29/07/2020 17:16
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A vacina russa contra a Covid–19 foi um dos principais assuntos da noite de terça-feira (28). Reportagem da CNN dos Estados Unidos afirma que o governo de Vladimir Putin pretende lançar o imunizante até o dia 10 de agosto e os profissionais da saúde do país devem receber as primeiras aplicações. DimasCovas, presidente do Instituto Butantan, que desenvolve uma vacina em parceria com um laboratório chinês, falou sobre o assunto.

Durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira (29), Covas revelou que a instituição foi contatada por autoridades do governo Putin. “Nós fomos procurados por emissários do governo russo, essa vacina é feita em um instituto estatal russo”, disse o médico. “Queriam saber se poderíamos nos associar a eles para a produção dessa vacina”.

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“Em um primeiro momento, nós falamos que até poderíamos avaliar porque é uma tecnologia diferente, que não conhecemos. E que precisamos de dados mais concretos em relação aos estudos que já foram feitos, se já foram feitos estudos em Fase 1 e Fase 2, enfim , conhecer melhor a vacina. Ainda não recebemos esse retorno”, disse Covas.

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Ele afirmou também que não descarta ainda uma parceria para a produção do imunizante. “É muito prematuro dizer se nós descartaríamos. Com certeza essas informações chegarão, mas eu gostaria de pontuar: não é uma vacina que está na fase final de desenvolvimento. Se você procurar as vacinas que estão nas fases finais no próprio site da Organização Mundial da Saúde, a vacina russa não está lá”.

De acordo com a CNN, a vacina causa preocupação em especialistas do país russo por conta do desenvolvimento acelerado, o que leva a dúvidas sobre a eficácia do produto. Também de acordo com a emissora, a Rússia não divulgou dados científicos sobre os testes da vacina, e o Kremlim afirma que disponibilizará dados científicos no início de agosto. Críticos ao governo afirmam que os pesquisadores do projeto sofrem pressão política do governo Putin para que a Rússia seja a primeira nação a produzir o item.

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