Início / Versão completa
Geral

Saúde vai anunciar programa para testar 50 milhões de pessoas para covid-19

Por AdamantinaNET 24/06/2020 08:54 Atualizado em 24/06/2020 08:56
Publicidade

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, informou que deve apresentar até amanhã uma estratégia de testagem do governo para a covid-19. O Ministério da Saúde pretende realizar testes para covid-19 em 12% da população na modalidade RT-PCR (molecular) e outros 12% pelo meio sorológico no plano de orientação de testagem em massa.

Publicidade

Pazuello, que participou hoje de audiência pública com parlamentares que acompanham as medidas do governo contra o coronavírus, disse inicialmente que não queria “dar spoiler”, ou seja, antecipar informações sobre essa estratégia. Mas, em um segundo momento, pediu que o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, apresentasse uma explicação adicional.

“Nós vamos partir, resumidamente, para cerca de 12% da população para a testagem de RT-PCR, que é o molecular, como nós chamamos, e, para 12% da população, na testagem da sorologia. A gente vai divulgar com detalhes todo o nosso programa, mas o principal problema, a principal missão que o ministro nos deu, foi de agilizarmos essa testagem”, disse Medeiros.

O teste molecular (RT-PCR) é apontado como mais preciso por infectologistas. Já o teste sorológico (que engloba o popular teste rápido) informa se o corpo teve contato com o vírus e desenvolveu proteção contra ele.

Publicidade

Dados epidemiológicos

Deputados e senadores também questionaram o ministro sobre as mudanças na divulgação do número de infectados e mortos pela covid-19. No início do mês, o governo federal excluiu os dados relativos ao todo, passando a divulgar apenas os números das últimas 24 horas.

Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), obrigou a retomada da divulgação dos dados acumulados.

“Quanto aos dados epidemiológicos, eu acredito que a gente não mudou nada. É só transparência e aprofundamento de dados. O que se propôs, e eu já concordei com os deputados, é que nós tivéssemos também apresentado outro modelo de gráfico, mostrando a data do óbito, para que o gestor possa acompanhar o resultado das suas ações naquele momento”, justificou.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) também perguntou a Pazuello sobre a ausência de entrevistas coletivas diárias em meio à pandemia da covid-19.

“A gente precisa ter mais dados, assuntos mais relevantes para tratar numa coletiva. Quando a gente para gestores no nível do ministro e dos secretários, nós estamos tirando o pessoal do trabalho, tirando o pessoal da produção. Por isso é que a gente diminuiu um pouco a rotina, mas estamos prontos para responder a qualquer motivo, a qualquer momento”, respondeu o ministro.

Interinidade

No comando da pasta desde o dia 15 de maio, quando Nelson Teich anunciou sua saída do governo, Pazuello foi nomeado ministro interino da Saúde. Questionado pelo deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) sobre a possibilidade de permanecer no cargo, o general comentou sua “interinidade permanente” à frente do Ministério da Saúde.

“Não sei o tempo que o presidente quer que eu fique na missão e eu estou disponível para ele pelo tempo que for necessário. Meu compromisso foi para vir ajudar a combater a pandemia, ajudar a organizar, estruturar o ministério da melhor forma possível, fazer funcionar, colocar pessoas com os perfis corretos. Existe a opção de o presidente querer que eu fique fazendo esse trabalho”, ponderou.

 

*Com Agência Senado

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.