
O levantamento, coordenado pelos professores Dr. José Aparecido dos Santos e Dra. Josiane Lourencetti, revelou um cenário crítico de vulnerabilidade ambiental. Entre os problemas mais graves detectados estão o avanço de processos erosivos retroativos nas nascentes do alto curso e o descarte de esgoto in natura diretamente no leito do córrego. Relatos colhidos durante a inspeção indicam que falhas na estação elevatória de tratamento local são recorrentes, sem soluções definitivas por parte da empresa responsável.
A análise técnica também questionou a eficácia das medidas paliativas adotadas pelo poder público no controle de erosões. Segundo o relatório preliminar, o uso de Resíduos de Construção Civil (RCC) e massas vegetais tem se mostrado insuficiente, uma vez que a falta de compactação técnica permite que o entulho seja carregado pelas chuvas, agravando o assoreamento do corpo hídrico. A ausência de mata ciliar preservada potencializa a instabilidade do solo e a perda de biodiversidade na área.
Os dados coletados pelos estudantes do 5º e 7º termos de Agronomia e 5º termo de Engenharia Civil servirão de base para a elaboração de Relatórios de Danos Ambientais, que serão entregues formalmente à comunidade. Para o segundo bimestre, a FAI planeja expandir o estudo para um diagnóstico completo do uso e ocupação do solo em toda a microbacia do Taipus, visando oferecer soluções de engenharia e manejo agrícola sustentável.
Por Prof. Dr. José Aparecido dos Santos
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