
O profissional permanecerá na cidade por dois anos e será responsável pelo resgate e fortalecimento do projeto iniciado em 1981, que atende crianças a partir de 5 anos, adolescentes e idosos. Além de incentivar a participação de descendentes japoneses – especialmente da quinta geração da colônia em Adamantina -, a iniciativa também será aberta à comunidade em geral, promovendo integração social e intercâmbio cultural.
A presidente da Acrea, Noriko Saito, destacou a importância da retomada do projeto. “Queremos resgatar essa vivência esportiva que marcou gerações. Nosso objetivo é incentivar nossos netos e bisnetos, a quinta geração da colônia japonesa, a também praticar o atletismo, assim como seus pais e avós fizeram no passado”, afirmou.
Adamantina já recebeu um voluntário japonês entre 2018 e 2020 e, agora, volta a integrar o grupo das 52 comunidades nipônicas contempladas com profissionais enviados pelo governo do Japão. O histórico do projeto foi decisivo para a nova escolha do município. Desde 1981, a iniciativa já conquistou mais de 200 taças e revelou atletas de destaque, como Izabela Silva, que iniciou a carreira na Acrea e levou o Brasil, pela primeira vez, à final do lançamento de disco nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.
“Queremos continuar essa trajetória, proporcionando mudança de vida para crianças e adolescentes por meio do esporte e, agora, também reforçando a importância da atividade física na terceira idade”, acrescentou Noriko.
Antes da chegada de Yudai Tanaka, Adamantina recebeu a visita de dois assessores do governo japonês, que avaliaram desde a estrutura de saúde até os locais onde o projeto será desenvolvido. O voluntário Nelson Matsuda ressaltou o apoio institucional recebido. “Agradecemos o apoio da Prefeitura de Adamantina, da Câmara Municipal, do Poder Judiciário e do Centro Universitário de Adamantina, que têm sido fundamentais para viabilizar este projeto, que vem para promover a saúde e o bem-estar social da comunidade”, destacou.
Por Folha Regional Adamantina
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