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ARTIGO: Regras de convivência na política

Por: Nivaldo Londrina Martins do Nascimento (Mtb 35.079/SP.)

A palavra política tem a sua origem no vocábulo grego politikos, que era usado para se referir aos cidadãos que viviam na polis. Polis, remetia à cidade e, num sentido mais amplo, à sociedade organizada. Onde havia mais de uma pessoa, existiam regras de convivência, de limites de ação, de direitos e de deveres. Com isso, a política, era considerada sinônimo de vida coletiva em harmonia.

Por ser um ato de existir em comum, as discussões políticas não se limitavam aos políticos de carreira. E muito menos, ficavam distantes do povo. A propósito, Aristóteles afirmou que o homem é um animal político. Para o filósofo grego, mesmo que de forma inconsciente, o ser humano sempre buscou viver em comunidade, pois sabe que as suas necessidades só serão satisfeitas se conviver com outras pessoas.

Quando essas regras de convivência são desrespeitadas, as consequências são tão graves, que chegam a ceifar candidaturas politicas dadas como certas. Lembrando que se isso ocorrer num grupo que está no poder, os dissabores poderão ser menores. Sem candidatura própria, esse grupo ainda terá duas opções. Jogar a toalha e sair desmoralizado, ou perder os anéis, mas preservar os dedos.

Segundo quem entende do riscado, o instinto de sobrevivência no mundo da política costuma escolher a segunda opção. Se faltou articulação para lançar uma candidatura majoritária, é tradição nos grupos de quem está no poder tentar compor com o adversário, cujo espectro ideológico mais se identifique com o deles. Portanto, não é nenhuma novidade quando são colocados numa mesa de negociação partidária um cargo de vice-prefeito ou algumas secretarias de governo.

Se o martelo é batido em torno do que foi elencado acima, e o grupo da situação é formado por conservadores, a vida da oposição, que, em alguns casos, poderia estar confortável; começa a ficar difícil. O perfil do eleitor de um grupo de centro direita que abre mão de uma candidatura própria é muito parecido com o perfil do eleitor do candidato a ser apoiado por este grupo, caso contrário não haveria essa junção.

Nas cidades conservadoras a coisa é ainda mais complicada. Não é tarefa fácil para a oposição convencer o pobre de direita que determinadas eleições se sobrepõem ao senso comum e devem ser tratadas como uma luta de classes. Cabe aos opositores, além de resolver essa questão, explicar aos eleitores que tem novo que se diz liberal, que não é novo nem liberal, pois segue a velha cartilha política da casa grande. 

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