
Em vídeo gravado na tarde do último domingo (22) e postado em seu perfil no Facebook, o vereador Antônio Leôncio ‘Bigode da Capoeira’ (PODE) mostrou o vazamento de líquido e mau cheiro nos túmulos (gavetas) do sistema vertical existente no Cemitério Municipal.
Na terça-feira (24), Bigode e os outros legisladores adamantinenses Alcio Ikeda e Rafael Pacheco, juntos, assinaram a denúncia que foi apresentada ao MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).
“Já tinha feito um requerimento sobre essas gavetas e na época o prefeito disse que estava em boas condições! Boas condições essas que vazam líquido dos túmulos assim causando o mal cheiro e também podendo trazer uma doença para familiares que ali visitam”, escreveu Bigode no post. E durante a filmagem narrou a situação encontrada na visita feita pela família ao túmulo de sua neta, sepultada no sistema vertical. “Isso aqui está uma pouca vergonha, porque nós (vereadores) já falamos, a cidade inteira está falando. Onde isso aqui está adequado? Tem corpo humano vazando. Isso está correto aonde? Vou soltar na rede social para a população, o prefeito e o secretário ver que eu não estou mentindo. Nós não merecemos vim visitar e ver isso. É um pouco caso. As pessoas tem que ter pelo menos uma visita decente”, desabafou.
Já no documento protocolado junto aos órgãos fiscalizadores, conforme publicou o Portal Siga Mais, ‘os vereadores relatam terem recebido dezenas de reclamações e denúncias feitas por moradores que têm entes sepultados nas gavetas verticais no Cemitério local’. “Os relatos se referem as péssimas condições de higiene, sanitárias e de manutenção”, escreveram.
Também na denúncia os autores afirmam que a Prefeitura teria garantido a eles, em respostas a questionamentos anteriores, que o sistema funcionaria com normalidade. Mas os vereadores contestam: “Não retratam a realidade dos fatos e totalmente em desencontro aos legítimos anseios da população”, descrevem.
A Prefeitura ainda não se pronunciou publicamente sobre o fato após a postagem e a denúncia. O caso então está agora sob a responsabilidade do MPSP e do TCESP.