Diante da ameaça real de contágio do Novo Coronavírus (COVID-19), todos concordam que o momento é de preservar a saúde da população e tentar proteger ao máximo a vida dos adamantinenses. Porém, é também uma realidade consumada que o comércio local, assim como em todas as cidades, já foi afetado diretamente e sofrerá consequências negativas da paralisação das atividades– total e depois parcial (somente dellivery) – durante os últimos 15 dias.
A primeira medida de fechamento do comércio foi oficializada pela Prefeitura de Adamantina por meio do Decreto n° 6.111, de 20 de março de 2020. “Fica suspenso, no período de 22 de março a 5 de abril de 2020, o atendimento presencial ao público”.
Na manhã de sexta-feira (3), antes do fechamento desta edição, o Sincomercio Nova Alta Paulista (Sindicato Patronal do Comércio Varejista) informou ao Folha Regional que obteve informação de que seria publicada uma segunda decisão para estender a proibição de funcionamento até o dia 7 (terça-feira), com isso os estabelecimentos comerciais poderiam reabrir somente na quarta (8). Estas novas datas, acompanhariam o que estava determinado no Decreto do Governo do Estado.
Enquanto existe muita incerteza com relação ao comércio, os empresários adamantinenses vivem uma angustiante expectativa sobre quando seus estabelecimentos poderão enfim ser reabertos, para que retomem suas atividades e tentem minimizar o prejuízo acumulado nas últimas duas semanas, como contas vencidas e compromissos financeiros prestes a vencer, a exemplo dos salários dos seus funcionários.
“Hoje o custo desta paralização está em cima unicamente do setor de comércio varejista e serviços. Estamos há 15 dias parados e chegamos no limite. Muitos irão falir e demitir. Precisamos achar uma alternativa viável, para que a economia volte a funcionar mesmo gradativamente, sempre nos atentando às questões de saúde e a salvar vidas diante da pandemia”, alerta o presidente do Sincomercio, Sérgio Vanderlei.
O prefeito Márcio Cardim, nas diversas entrevistas concedidas à imprensa local, deixou claro que todas as recomendações e decretos publicados têm seguido o que é estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Governo do Estado de São Paulo. “No momento estamos aguardando a manifestação do Governo do Estado, o qual tem norteado as decisões no Município quanto à prorrogação do período de quarentena”, informa.
Sérgio acrescentou que “quem está pagando o maior preço por esta determinação são as pequenas e médias empresas, além de microempreendedores individuais, que somados representam mais de 1.500 CNPJ´s e cerca de 5 mil empregos diretos só em Adamantina estão proibidos de exercerem suas atividades pelos Decretos municipal e estadual desde o dia 21 de março. ”
Segundo informação da Secretaria Municipal de Saúde, até esta sexta-feira (3), Adamantina registros três casos suspeitos, mas não tinha nenhum caso positivo de Coronavírus.

