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ARTIGO: China – Entre a epidemia e a xenofobia

Uma breve análise sobre a epidemia provocada pelo coronavírus e os recentes casos de xenofobia

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“O contágio dos preconceitos faz crer muitas vezes na dificuldade de coisas que não têm nada de difícil.”

PÍO BAROJA

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Ao longo das últimas semanas, o assunto que mais permeou as rodas de conversa das “terras tupiniquins” foi um tal de “coronavírus”. Como se já não bastassem, a dengue, a zika, a leishmaniose e a chikungunya, temos mais uma nova epidemia para nos preocupar. Nesse sentido, é claro que a ocorrência de toda e qualquer epidemia merece atenção redobrada das autoridades e quiçá um plano de emergência eficaz, para eventuais situações extremas.

No entanto, infelizmente, essa não é a primeira e nem será a última epidemia mundial. Ao longo da história, diversas foram as doenças que já assolaram o mundo todo e que chegaram a dizimar cidades e até mesmo países inteiros.

Com certeza, em algum momento (nos livros de história) você já deve ter ouvido falar da Peste Negra, Cólera, Tuberculose, Varíola, Gripe Espanhola, Tifo, Febre Amarela, Sarampo, Malária, AIDS e mais recentemente, quem não se lembra da Gripe Suína, em 2009 e da volta do Ebola em 2014. Como já mencionado, estas não foram e creio que nem serão, as únicas doenças pelas quais a humanidade já passou. Mas, é importante salientar que muitas delas já possuem o seu devido tratamento e as chances de cura são altas.

Em relação ao tal “coronavírus”, (e ressalto que não sou nenhum expert no assunto, apenas pesquisei nos sites oficiais) é que, o mesmo se disseminou para o resto do mundo, através da China e nada tem de novo. Ele integra uma grande família de vírus com o mesmo nome, que fora identificada em humanos desde a década de 1960.

Mas, como se sabe, as redes sociais não perdoam, e hipóteses aqui e ali, sobre como fora transmitido para seres humanos, surgem a todo momento, e algumas delas beiram à sandice. O que nos leva a um outro fator, o sentimento anti-China que está se espalhando por aqui e pelo resto do mundo.

Até agora, sabe-se de “forma parcial”, quanto a sua letalidade, forma de transmissão entre humanos e as principais medidas preventivas. E este é um dos pontos que mais alarmam a população, não existe tratamento até o momento.

Por aqui, nas “terras tupiniquins”, contamos com alguns casos suspeitos do novo “coronavírus”, mas felizmente, até agora nenhuma confirmação da doença. Enquanto nenhum tratamento é descoberto, nos resta acatar as recomendações constantes nos portais oficiais do Governo e esperar que tudo se resolva o quanto antes.

Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL e AMLJF
tiagorsalves@gmail.com

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