Técnicos do DAEE e da UniFAI vistoriam áreas degradadas às margens de córrego no Câmpus II

Técnicos do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão gestor dos recursos hídricos do Estado de São Paulo, visitaram Adamantina na última quinta-feira, 30 de maio, para analisar a situação dos danos ambientais devido à erosão às margens dos córregos Oriente e Esperança nas áreas rural e urbana, incluindo a área interna do Câmpus II do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI).

Em reunião, o geógrafo e pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UniFAI Prof. Dr. José Aparecido dos Santos, do engenheiro ambiental e docente da Instituição Prof. Me. Renan Pereira Zambianqui e o geólogo do DAEE Emilio Carlos Prandi, que participaram do diagnóstico, concordaram em desenvolver ações que possam sanar os problemas.

A ideia é tratar o problema por ordem de prioridade, em três perspectivas de escala: as bacias dos córregos da Esperança e Oriente que drenam no sentido da estação de tratamento de esgotos da Sabesp; do córrego Oriente, cujos solos estão profundamente prejudicados pela erosão; e na escala das instalações da UniFAI, que necessitam de uma intervenção estrutural para controle de erosões que agora se desenvolvem.

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“Estamos fazendo um diagnóstico na bacia do córrego Oriente, que tem parte da nascente na área urbana e parte na área rural. Uma das áreas-piloto que estamos levando em consideração para estudo é referente a um problema ambiental localizado no terreno da UniFAI”, explicou o Prof. Me. Renan Zambianqui, ao ressaltar a participação do aluno Anderson Akira Hirata, do 9º termo do curso de Engenharia Ambiental da Instituição, na elaboração do diagnóstico.

Entre as ações propostas está a apresentação junto à câmara técnica do Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Aguapeí e Peixe (CBHAP), para definição de ações de proteção dos recursos hídricos das bacias com recuperação de mata ciliar, revitalização de nascentes, controle de erosão urbana e rural.

Outro ponto a ser definido são as áreas de risco em função das erosões e as obras de drenagem subdimensionadas no sistema viário da cidade, inclusive com vistorias das galerias, tentando verificar pontos de rompimento e obstrução.

“A UniFAI, através de seus cursos na área ambiental (Agronomia, Biologia e Engenharia Ambiental), pretende elaborar um estudo detalhado da situação ambiental da área em foco, e irá tomar as iniciativas para controle do processo erosivo e preservação ambiental dentro das suas dependências, objetivando a expansão da intervenção em todo alto curso da bacia, como projeto piloto para futuras ações técnicas na região. Trata-se de um trabalho com forte inversão financeira e que não basta intervir somente em pontos precisos da bacia, é necessário um trabalho integrado, tanto dentro como fora das dependências da instituição, a fim de preservar a dinâmica natural dos recursos hídricos”, explicou o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Prof. Dr. José Aparecido dos Santos.

 

Encontro com o secretário de Meio Ambiente

Em março, o reitor da UniFAI Prof. Dr. Paulo Sergio da Silva, acompanhado do prefeito Márcio Cardim (DEM), protocolou na sede da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, na capital paulista, um ofício com a síntese dos danos ambientais nas áreas de nascente do córrego Oriente, em território adamantinense, e com a solicitação de uma reunião técnica para esclarecimento da problemática junto ao órgão estadual.

Segundo o documento, alguns danos ambientais ocorrem nas áreas de nascentes localizadas nas dependências da UniFAI. “Portanto, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação está tomando iniciativa para controle do processo erosivo e recomposição da vegetação destas áreas. Temos claro não ser pertinente intervir em pontos específicos da área de contribuição da microbacia hidrográfica, pois a intervenção se torna ineficaz. Assim, demandaria um conjunto de ações integradas na área, atuando dentro de um todo”, explicou a Reitoria em ofício.

A ideia era solicitar o enquadramento dos danos provocados por erosões em áreas de nascentes em algum programa pertinente à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado para estudo dessa proposta e análise da viabilidade de enquadramento das propostas apresentadas pela Instituição com suporte financeiro ou não.

O documento foi recebido pessoalmente pelo secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, que solicitou solução aos órgãos e corpo técnico da Secretaria.

 

Por Daniel Torres de Albuquerque

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